Transferência do Samu para os Bombeiros gera demissões e trava atendimentos em Mato Grosso

Representantes dos trabalhadores e especialistas destacaram que uma transição desse porte exige um planejamento rigoroso para evitar falhas operacionais no curto prazo.

A transferência da gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Corpo de Bombeiros tornou-se centro de um intenso debate na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Durante a reunião, o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, prestou esclarecimentos sobre a mudança estratégica que alterou a estrutura de socorro na Baixada Cuiabana. A medida gerou questionamentos imediatos de parlamentares e representantes da categoria sobre a manutenção da qualidade do atendimento emergencial à população.

Um dos pontos mais críticos discutidos foi o impacto direto nos recursos humanos do serviço. Com a mudança administrativa, aproximadamente 50 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos, não tiveram seus contratos renovados.

Relatos apresentados durante o encontro indicam que essa redução de pessoal já resultou na paralisação de alguns pontos de atendimento, o que acendeu um alerta sobre os riscos de desassistência em situações de alta complexidade e emergências críticas.

Representantes dos trabalhadores e especialistas destacaram que uma transição desse porte exige um planejamento rigoroso para evitar falhas operacionais no curto prazo. A principal preocupação reside na capacidade do novo modelo de gestão em garantir equipes completas e cobertura eficiente em regiões com alta demanda.

Diante do cenário de incerteza, os deputados da comissão reforçaram a necessidade de soluções rápidas para normalizar o serviço e assegurar que o socorro móvel de urgência não sofra interrupções que coloquem vidas em risco.

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