A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso o cabeleireiro José Valdson Silva Rocha, acusado pelo assassinato do dentista Dyonisio Carlito Antoniello, de 43 anos. Durante audiência de custódia realizada no último sábado (2), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, sob o entendimento de que a liberdade do suspeito representa um risco à ordem pública.
O crime, que chocou o município de Sorriso, ocorreu na manhã da última sexta-feira (1º) após um desentendimento em uma confraternização.
Indícios de Motivo Fútil
Ao fundamentar a decisão, a magistrada destacou que o suspeito foi autuado por homicídio qualificado. Os indícios apontam para o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima — que teria sido atingida pelas costas — e motivo fútil.
Embora a defesa tenha alegado legítima defesa, a juíza rejeitou o argumento nesta fase inicial, citando uma possível desproporcionalidade na reação do investigado. Segundo o despacho, a dinâmica real dos fatos só poderá ser esclarecida durante a instrução probatória.
Transferência por Segurança
Um ponto relevante citado na decisão judicial foi a necessidade de garantir a integridade física do próprio suspeito. Diante de relatos de ameaças sofridas ainda dentro da delegacia, a magistrada determinou sua transferência imediata para uma unidade do sistema prisional no prazo de 24 horas.
A materialidade do crime está sustentada pelo boletim de ocorrência, depoimentos de testemunhas presenciais e pelo próprio interrogatório do cabeleireiro, que admitiu ter desferido os golpes de faca.
Relembre o Caso
O crime aconteceu após uma noite de consumo de bebidas alcoólicas envolvendo o suspeito, a vítima e outros conhecidos. O grupo iniciou a noite em uma conveniência e depois seguiu para uma residência.
Testemunhas relataram que, durante a madrugada, o dentista teria apresentado um comportamento agressivo e passado a ofender as pessoas no local. No auge da discussão, o investigado se armou com uma faca e atacou Dyonisio, que chegou a ser socorrido e levado à UPA, mas não resistiu aos ferimentos.
A redação do CenárioMT acompanha os desdobramentos deste caso que abalou a classe odontológica da região. Você acredita que a prisão preventiva é a medida correta para crimes passionais envolvendo álcool, ou o monitoramento por tornozeleira eletrônica seria suficiente até o julgamento final? Deixe sua opinião nos comentários.
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