Operação Magazine: Polícia Civil mira “gerentes” e “disciplinas” de facção em Sinop e Cuiabá

Operação Magazine mira lideranças de facção em Sinop e Cuiabá em ofensiva contra tráfico e lavagem de dinheiro.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Magazine. A ofensiva, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, tem como alvo principal as lideranças intermediárias de uma facção criminosa que coordena o tráfico de drogas e o comércio de armas no Norte do estado e na Capital.

Ao todo, as equipes cumprem 12 mandados judiciais expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 de Sinop, sendo seis prisões temporárias e seis mandados de busca e apreensão.

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Alvos estratégicos: “Gerentes” e “Disciplinas”

As investigações que culminaram na Operação Magazine identificaram membros que exercem funções vitais para a manutenção da facção. Segundo a Polícia Civil, os alvos são integrantes conhecidos como:

  • Gerentes: Responsáveis pela coordenação logística do tráfico e pela administração da arrecadação financeira;
  • Disciplinas: Membros encarregados de aplicar punições internas e manter o rigor das normas impostas pela organização nas comunidades.

O delegado titular da Draco Sinop, Eugênio Rudy Júnior, aponta que o grupo mantém uma estrutura piramidal e hierarquizada, com forte indício de lavagem de dinheiro por meio de movimentações bancárias suspeitas e fragmentadas.

Varredura em bairros de Sinop e Cuiabá

As equipes policiais estão em campo cumprindo as ordens judiciais em pontos estratégicos. Em Sinop, os mandados estão concentrados nos bairros:

  • Dauri Riva;
  • Jardim Boa Esperança;
  • Jardim Imperial;
  • Jardim Ipê;
  • Oliveiras.

Em Cuiabá, as ações ocorrem de forma simultânea com o apoio da Polinter e da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf), visando capturar lideranças que estariam operando a partir da capital.

Operação Pharus e Tolerância Zero

A Operação Magazine é um desdobramento da Operação Pharus e integra o programa estadual Tolerância Zero. A iniciativa também faz parte da rede nacional Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça, que articula unidades especializadas de todo o Brasil para sufocar a logística das organizações criminosas.

O objetivo principal desta fase é descapitalizar a facção e apreender dispositivos eletrônicos e documentos que revelem a profundidade do esquema de lavagem de dinheiro no estado.

A reportagem do CenárioMT seguirá acompanhando o balanço das apreensões ao longo do dia. Como você avalia o uso de inteligência policial para desarticular as finanças do crime organizado? Deixe seu comentário abaixo.

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