O novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, apresentado pelo prefeito Abilio Brunini, estabelece uma mudança significativa na política habitacional da capital.
A proposta prevê a construção de 10 mil novas moradias nos próximos 10 anos, com a exigência inédita de eficiência térmica como padrão obrigatório.
O foco central é garantir que as habitações de interesse social deixem de ser sinônimo de desconforto e passem a oferecer dignidade climática aos moradores.
A iniciativa veta o uso de materiais inadequados para o calor extremo da região, como placas de concreto simples que absorvem e transferem altas temperaturas para o interior dos imóveis.
Em vez disso, a prefeitura passará a exigir o uso de paredes isotérmicas, pé-direito mais alto, telhas adequadas e projetos que privilegiem a ventilação cruzada.
Atualmente, cerca de 1.500 unidades já estão em execução seguindo essas novas diretrizes, que abrangem tanto a construção de casas quanto a oferta de lotes urbanizados.
Segundo a gestão municipal, a meta é priorizar a qualidade de vida, mesmo que isso represente um custo de construção ligeiramente superior para as construtoras.
A justificativa é evitar que a população menos favorecida receba imóveis que se tornem excessivamente quentes, garantindo que a habitação popular seja tratada com padrões de alta qualidade.
Com a inclusão desses critérios no Plano Diretor, Cuiabá busca se adaptar à sua realidade climática, promovendo bem-estar e saúde pública por meio da arquitetura urbana.
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