Mato Grosso produz 70% do etanol de milho do país e projeta novo salto industrial até 2027

Dados apresentados na Conferência UNEM Datagro em Cuiabá confirmam 5,6 bilhões de litros produzidos na última safra; governo estadual destaca que esmagamento do grão deve crescer 19% nos próximos ciclos com novas usinas.

Mato Grosso consolidou sua liderança no setor de bioenergia ao atingir a marca de 5,6 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/2025. O volume, que representa aproximadamente 70% de toda a produção nacional, foi o destaque da 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada nesta quinta-feira (16), no Cenarium Rural, em Cuiabá. O evento reuniu as principais lideranças do setor para discutir o papel estratégico do estado na transição energética global.

O crescimento do setor é sustentado por uma infraestrutura industrial robusta: atualmente, 17 usinas operam no estado, sendo 9 exclusivas para o processamento de milho e 3 no modelo flex. Durante a abertura do fórum, o governador Otaviano Pivetta e a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, enfatizaram que a industrialização da matéria-prima no próprio território não apenas agrega valor ao grão — que pode valorizar até 100% ao ser transformado —, mas também gera subprodutos essenciais, como o DDGS para nutrição animal e bioeletricidade.

As projeções para o futuro próximo são ainda mais otimistas. A expectativa é que, até a safra 2026/2027, a moagem de milho em Mato Grosso alcance 26,8 milhões de toneladas, um salto de 19% impulsionado pela instalação de novas plantas e expansão das unidades existentes. Para os especialistas presentes, como o presidente da Datagro, Plínio Nastari, o modelo mato-grossense prova que é possível integrar produção de alimentos e energia limpa de forma eficiente e sustentável.

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