Servidores ampliam mobilização em Lucas do Rio Verde e Sintep indica possibilidade de greve

Servidores ampliam mobilização em Lucas do Rio Verde e Sintep indica possibilidade de greve

A mobilização dos servidores públicos ganhou força em Lucas do Rio Verde após a realização de uma assembleia que reuniu profissionais da educação e também representantes de outras áreas do funcionalismo municipal na noite desta terça-feira (14). O encontro, convocado pelo sindicato da categoria, marcou um avanço na proposta de unificação das pautas de reivindicação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, professor Eriksen Carpes, a presença de servidores de diferentes setores foi um dos principais pontos positivos do encontro. Ele destacou que as demandas da educação refletem um cenário mais amplo, que atinge todo o funcionalismo público municipal.

Carpes ressaltou, no entanto, a ausência da presidência do sindicato que representa os servidores municipais, apontando que o momento exige união entre as entidades. “Não dá para dois sindicatos ficarem em lados opostos. Precisamos estar juntos em uma pauta que envolve valorização, concurso público e respeito a todos que atuam diariamente nas escolas, unidades de saúde, obras e demais setores”, afirmou.

Unificação de pautas e pressão por negociação

Durante a assembleia, foi reforçada a proposta de construção de uma pauta conjunta entre os servidores, que deverá ser debatida também em assembleia geral da categoria municipal. A intenção, segundo o Sintep, é fortalecer a capacidade de negociação com a administração pública.

O presidente do sindicato destacou ainda que a entidade pretende recorrer à Justiça nos próximos dias, caso não haja abertura de diálogo por parte do Executivo. A medida busca garantir que o município se disponha a negociar formalmente com os representantes dos trabalhadores.

Indicativo de greve é aprovado

Outro encaminhamento importante da assembleia foi a aprovação do indicativo de greve. De acordo com Carpes, a decisão não representa uma paralisação imediata, mas funciona como um alerta diante da falta de avanços nas negociações.

O sindicato pretende formalizar a comunicação ao Executivo e aguardar um posicionamento oficial. Uma nova assembleia deverá ser convocada para que a categoria avalie os próximos passos.

Apesar do indicativo, o presidente reforçou que a intenção inicial é evitar a paralisação. “A greve é um último recurso. Vamos buscar todas as alternativas de diálogo para que não seja necessário chegar a esse ponto”, explicou.

Ainda assim, o dirigente alertou que, caso não haja evolução nas tratativas, a possibilidade de paralisação no segundo semestre já foi colocada em pauta. Entre os cenários discutidos, está a não retomada das aulas após o período de férias do meio do ano.

Chamado à participação da categoria

Ao final, Carpes fez um apelo para que os profissionais participem das próximas assembleias, destacando que as decisões serão tomadas coletivamente. “Quem decide os rumos do movimento é a categoria. Por isso, é fundamental que todos estejam presentes e participem ativamente desse processo”, concluiu.

A mobilização amplia o cenário de tensão entre servidores e administração municipal, indicando que as próximas semanas serão decisivas para o desfecho das negociações.

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