Conforme divulgado pela Polícia Civil de Mato Grosso, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva, conhecido como “cana dura”, se prepara para completar 90 anos com uma trajetória marcada por décadas de serviço público, disciplina e atuação em diferentes regiões do estado.
Nascido em 15 de agosto de 1936, o servidor dedicou grande parte da vida à instituição, atuando em municípios como Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop, Guarantã do Norte e Juína, onde encerrou a carreira em 2003. Conforme apurado pela reportagem, ao longo dos anos, ele recebeu diversas condecorações pelo comprometimento com a segurança pública e pela atuação em operações consideradas de risco.
Carreira marcada por operações de risco
Entre os episódios que marcaram sua trajetória na Polícia Civil de Mato Grosso, um dos mais lembrados pelo próprio investigador ocorreu em Juína, quando ele entrou sozinho na residência de um magistrado para prender um suspeito armado. Segundo relato do aposentado, a abordagem direta resultou na rendição do homem sem confronto.
“Eu entrei com a arma longa e anunciei a prisão. Ele se entregou”, recordou o investigador, ao relembrar a ação. A cena resume o perfil profissional que lhe rendeu o apelido de “cana dura”, associado à postura firme e leal no cumprimento do dever.
História de vida além da farda
Além da atuação policial, a história de Antônio Assunção da Silva também é marcada pela construção de uma família numerosa, com oito filhos, 16 netos e oito tataranetos. Segundo colegas da corporação, o vínculo com a instituição permanece mesmo após a aposentadoria.
Atualmente, ele reside no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, onde mantém contato frequente com policiais da ativa. Conforme relatos de servidores ouvidos pela reportagem, o investigador é conhecido no local como “Lenda Viva”, em reconhecimento aos anos de dedicação e às histórias que atravessam gerações.
Reconhecimento institucional
De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, a valorização de servidores aposentados faz parte das diretrizes institucionais voltadas à preservação da memória e da história da segurança pública no estado. A instituição destaca que trajetórias como a de Assunção ajudam a compreender a evolução das práticas policiais ao longo das décadas.
A redação buscou dados junto à corporação e confirmou que iniciativas de reconhecimento têm sido ampliadas, especialmente para profissionais que atuaram em períodos de expansão territorial e desafios estruturais na segurança pública.
Casos como o de Antônio Assunção da Silva reforçam a importância da experiência acumulada dentro das forças de segurança. Para acompanhar outras histórias e atualizações sobre a segurança pública no estado, continue acessando o portal.
Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Civil de Mato Grosso.
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