O Hospital Santa Helena e o Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT) receberam um aporte de aproximadamente R$ 400 mil para garantir a reposição de roupas de cama e vestimentas técnicas, itens que exigem renovação constante nas unidades. O valor, destinado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), é utilizado na compra de tecidos para a confecção de lençóis, roupas cirúrgicas e campos esterilizados, materiais que sofrem desgaste intenso devido aos rigorosos processos de desinfecção hospitalar.
“O hospital hoje não teria recursos para retirar R$ 200 mil do orçamento e investir na compra desse tecido”, afirma Zoraida Hanna Mady, representante do Hospital Santa Helena. Segundo ela, a parceria contribui para ampliar a assistência aos pacientes e possibilitar a realização de mais procedimentos. Com uma média de mil internações e 800 cirurgias por mês, a unidade de saúde precisa renovar o estoque a cada seis meses.
“Como vamos ampliar o número de cirurgias para atender à fila do SUS, esse tecido é fundamental para a confecção de roupas e campos cirúrgicos, que são obrigatórios”, acrescenta.
A mesma necessidade é vivida pelo Hospital de Câncer, onde a hotelaria hospitalar desempenha papel estratégico na segurança sanitária de pacientes vindos de todas as regiões de Mato Grosso em busca de tratamento na capital. Segundo o coordenador de Governança da instituição, Silvano dos Santos Silva, a agilidade na distribuição do enxoval impacta diretamente a produtividade médica.
“Essa doação tem grande importância social para o funcionamento do hospital, pois garante conforto e segurança para pacientes, acompanhantes e colaboradores. Com mais agilidade no processamento desse material para o centro cirúrgico, conseguimos realizar mais procedimentos e, consequentemente, reduzir a fila de espera”, afirma o gestor.
A iniciativa dos produtores de algodão também ajuda a aliviar o caixa das entidades filantrópicas, permitindo que recursos antes destinados à compra de tecidos sejam redirecionados para medicamentos e equipamentos.
Embora a parceria entre a AMPA e as instituições já complete 14 anos em 2026, o repasse anual continua sendo fundamental para garantir a viabilidade técnica das alas de internação, assegurando que o giro de leitos e os atendimentos cirúrgicos não sejam comprometidos pela falta de insumos básicos.
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