A Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2026), encerrada neste domingo (7 de junho), movimentou a economia de Mato Grosso ao conectar a cadeia do turismo regional à produção associada de pequenos empreendedores.
Promovido no Centro de Eventos do Pantanal, na capital, o evento atraiu um público estimado em 100 mil visitantes ao longo de cinco dias de programação, de acordo com dados oficiais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT).
A edição deste ano destacou-se por transformar o pavilhão em um polo de comercialização direta para o artesanato identitário e para a agricultura familiar, fortalecendo a geração de renda descentralizada e o chamado turismo de experiência.
A vitrine do artesanato de identidade
O pavilhão voltado à economia criativa foi coordenado pela Coordenadoria de Artesanato da Secretaria Adjunta de Turismo da Sedec-MT. A proposta reuniu técnicas tradicionais e matérias-primas nativas que traduzem a biodiversidade dos biomas mato-grossenses.
Entre os expositores, a artesã Liliane Coury, moradora de Chapada dos Guimarães, apresentou uma linha de joias autorais produzidas em vidro pigmentado. Suas peças, inspiradas na fauna e na flora da Amazônia e do Cerrado, exemplificam como o design e os saberes locais agregam valor ao destino turístico. Para ela, o artesanato atua como um narrador da história regional, proporcionando ao visitante levar consigo uma memória física do estado.
O retorno financeiro superou as metas estabelecidas por grande parte das delegações municipais. A artesã Adeleine Dias, que viajou de Poconé para expor panos e peças bordadas com a técnica de pontilhismo inspirada no Pantanal, relatou que o estoque levado para a feira foi praticamente esgotado devido à alta rotatividade de turistas de fora do estado, validando o papel das rodadas de negócios para o microempreendedor.
Agricultura familiar: Um mês de faturamento em cinco dias
O segmento produtivo do campo também registrou forte desempenho comercial na feira, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), responsáveis pela estruturação dos estandes da Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Featur).
Para os produtores do interior, a logística de transporte e a exposição na capital abriram novos canais de distribuição permanente:
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Escala de Vendas: A queijeira Leila Rogovski, do município de São José do Rio Claro, informou que o volume financeiro movimentado durante os cinco dias da FIT Pantanal correspondeu ao faturamento médio de um mês inteiro de vendas em sua cidade natal.
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Cozinhas Comunitárias: A Associação Mulheres Produtivas do Assentamento Jonas Pinheiro, sediada em Sorriso, levou à feira doces, bolachas, amendoins e compotas artesanais. Margarida Fortunato, representante do grupo, apontou que a feira permitiu criar uma carteira de clientes na capital para entregas futuras, encurtando a distância entre quem produz e o consumidor final.
Turismo responsável e diversificação econômica
A unificação dos setores de gastronomia, agroindústria artesanal e hotelaria em um único ambiente é apontada pelo governo como uma estratégia para consolidar Mato Grosso no mapa do turismo internacional e nacional de negócios.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, avaliou que a FIT Pantanal cumpriu seu papel estratégico ao dar visibilidade global aos potenciais locais.
Segundo a gestora, o sucesso de público e de vendas demonstra a maturidade do setor e reforça a relevância de incentivar o turismo responsável, que gera emprego na base produtiva, preserva a identidade pantaneira e distribui renda diretamente para as comunidades tradicionais e assentamentos do estado.
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