A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) suspendeu, por unanimidade, a sessão extraordinária que deveria deliberar sobre a Revisão Geral Anual (RGA) de 2026. O motivo da interrupção foi a ausência do projeto de lei oficial, que ainda não havia sido enviado pelo Poder Executivo até o momento da sessão. Sem o texto formal, os parlamentares ficaram impossibilitados de analisar o reajuste ou apresentar emendas.
O presidente da Casa, deputado Max Russi, esclareceu que havia uma expectativa de que o projeto chegasse durante o expediente. Diante do atraso, as lideranças partidárias acordaram que nenhuma outra matéria seria votada até que a proposta da RGA constasse oficialmente na pauta. O objetivo da Assembleia é garantir que o reajuste seja aprovado a tempo de ser aplicado já na folha de pagamento de janeiro.
Mesmo com a ausência do texto, as discussões nos bastidores e no plenário avançaram sobre possíveis emendas conjuntas:
- Reposição Inflacionária: Manutenção do índice de 4,26% (baseado no IPCA) para garantir a recomposição mínima e evitar vetos governamentais.
- Ganho Real: Proposta de inclusão de 4,92% adicionais, condicionados ao excesso de arrecadação registrado entre janeiro e maio.
- Histórico de Perdas: Dados apresentados mostram que, enquanto a inflação acumulada entre 2017 e 2025 superou 58%, os reajustes somaram apenas 32%, resultando em uma defasagem real de aproximadamente 19,5%.
A sessão foi acompanhada de perto por servidores públicos nas galerias, que pedem maior abertura para negociação das perdas salariais acumuladas nos últimos anos. Uma nova convocação será feita assim que o projeto der entrada oficial na Casa de Leis.
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