A 25ª edição da Lei Seca resultou na prisão de cinco pessoas e na remoção de 56 veículos em Cuiabá, conforme divulgado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI). A operação foi realizada na madrugada desta quinta-feira (9), em dois trechos da Avenida Fernando Corrêa da Costa, nos bairros Poção e Areão, com foco na fiscalização de condutores sob efeito de álcool e outras irregularidades no trânsito.
Segundo o balanço oficial, quatro motoristas foram presos por embriaguez ao volante — um deles também por desobediência — e uma pessoa foi detida por adulteração de sinais identificadores de veículo. Ao todo, a ação abordou 172 veículos e aplicou 175 testes de alcoolemia, evidenciando a intensidade da fiscalização nesta etapa da Lei Seca.
Irregularidades e números da operação
Durante a operação, foram emitidos 92 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Entre as principais infrações registradas estão:
- 36 casos de veículos sem registro ou não licenciados;
- 15 condutores sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- 11 recusas ao teste do bafômetro;
- 7 autuações por dirigir sob efeito de álcool.
Além disso, 69 veículos foram autuados e 56 removidos — sendo 36 carros e 20 motocicletas. As demais infrações envolvem irregularidades diversas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), legislação que estabelece penalidades rigorosas para garantir a segurança viária.
Contexto e reforço da fiscalização
A intensificação da Lei Seca em Cuiabá faz parte de uma estratégia contínua das autoridades para reduzir acidentes relacionados ao consumo de álcool. Dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) indicam que a combinação de álcool e direção segue entre as principais causas de sinistros graves no estado.
A operação contou com atuação integrada de diversos órgãos em Mato Grosso, incluindo:
- Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran);
- Polícia Militar;
- Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran);
- Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT);
- Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT);
- Polícia Penal e Sistema Socioeducativo;
- Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec);
- Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
Conforme apurado, as ações integradas ampliam a capacidade de fiscalização e garantem maior rigor no cumprimento da lei, sobretudo em pontos estratégicos com maior fluxo de veículos.
Por que isso importa? A legislação brasileira prevê penalidades severas para quem dirige sob efeito de álcool, incluindo multa, suspensão da CNH e até prisão em casos mais graves. A fiscalização da Lei Seca é considerada uma das principais ferramentas para prevenir mortes no trânsito.
Autoridades reforçam a importância da conscientização dos motoristas e orientam que, ao consumir bebida alcoólica, o condutor utilize alternativas seguras de deslocamento.
Reportagem baseada em informações do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e órgãos de trânsito de Mato Grosso.
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