A exposição “Cuiabá em Cores – Onde o Calor Vira Arte” teve sua abertura oficial na tarde desta quinta-feira (2), no Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, marcando um dos pontos altos das celebrações dos 307 anos da capital. O evento reuniu um público diversificado, desde moradores locais em busca de memórias afetivas até turistas interessados na riqueza cultural da região, todos impactados pela intensidade das cores e pela capacidade das obras de traduzir a essência cuiabana.
A mostra apresenta uma leitura poética da cidade, conectando a arquitetura dos casarões antigos à fauna e flora do Pantanal, que, como lembram os artistas, começa dentro da casa de cada cuiabano. Entre os expositores, nomes como Stephanie Reiter, Rita Ximenes, Dilson de Oliveira, Antônio Vieira e João Caramori utilizam estéticas que variam do realismo tradicional a traços mais livres e vibrantes, capturando desde a religiosidade e as tradições até o calor do entardecer típico da Baixada Cuiabana.
Para além do valor artístico, a exposição cumpre um papel pedagógico e social, atraindo jovens estudantes e despertando o sentimento de pertencimento. Segundo a curadoria e a gestão do museu, a iniciativa transforma o espaço histórico em um “museu vivo”, democratizando o acesso à arte e fortalecendo o turismo cultural em um momento simbólico para o município. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, com sua arquitetura peculiar, serve como o cenário perfeito para esse contraste entre o passado preservado e a arte contemporânea.
Iniciativas como esta, apoiadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, reforçam a identidade de Cuiabá como um polo de economia criativa e acolhimento. A exposição permanece aberta ao público até o dia 25 de maio, oferecendo aos visitantes uma oportunidade única de enxergar a cidade sob novos olhares e reconhecer, em cada tela, um fragmento da história e do calor — tanto climático quanto humano — que define a capital mato-grossense.
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