O RioHarpFestival começa nesta quarta-feira (1º) no Rio de Janeiro com a realização de sua 21ª edição, considerada uma das maiores dedicadas à harpa no mundo. Ao longo de julho, serão promovidos 58 concertos gratuitos, reunindo cerca de 150 artistas de 20 países em diferentes espaços culturais da cidade.
A organização estima receber mais de 10 mil pessoas durante o evento. As apresentações ocorrerão em locais como o Jockey Club, a Igreja da Candelária e a Academia Brasileira de Letras (ABL).
Uma das novidades desta edição é a participação de músicos de comunidades cariocas e fluminenses, que dividirão o palco com harpistas internacionais e também receberão concertos em seus próprios territórios.
A abertura do festival será realizada no dia 1º de julho, às 18h, no Espaço Cultural Arte Sesc Flamengo, com apresentação da Orquestra de Gaitas de Foles Brazilian Piper, de São Gonçalo (RJ), acompanhada pelo harpista brasileiro Gelton Galvão. No dia 4 de julho, o grupo volta a se apresentar ao lado do harpista mexicano Baltazar Juarez, primeiro harpista da Orquestra Nacional do México, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.
Concertos em comunidades
No dia 10 de julho, às 17h, a Orquestra Solar Meninos de Luz receberá os músicos norte-americanos Juan Riveros, na harpa, e Danny Jordan, na viola, em apresentação no Solar Meninos de Luz, localizado na comunidade do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana.
Segundo o coordenador da Escola de Música do Solar, Rodrigo Belchior, a iniciativa busca integrar o trabalho desenvolvido pela instituição ao intercâmbio artístico promovido pelo festival. O repertório inclui Trenzinho Caipira, de Heitor Villa-Lobos, e Anunciação, de Alceu Valença, em homenagem aos 80 anos do artista pernambucano.
Belchior informou que cerca de 60 crianças e jovens, com idades entre 8 e 18 anos, participam da apresentação entre coro, orquestra e batucada. Para ele, a experiência permite que os estudantes tenham contato com um instrumento pouco comum em comunidades e ampliem o acesso à formação musical.
Projetos sociais em destaque
A programação também contará com a Camerata Uerê, que se apresenta no dia 24 de julho, às 18h, no Palácio Tiradentes, com participação da harpista austríaca Edith Gasteiger.
No dia 25 de julho, às 13h, o festival recebe a Orquestra de Cavaquinhos de Cabo Frio, acompanhada pelo harpista sul-africano Kobie Du Plessis. Criada há 30 anos, a iniciativa já beneficiou mais de mil crianças por meio do projeto Apanhei-te Cavaquinho.
Também no dia 25, às 18h, a Orquestra Forte de Copacabana sobe ao palco do Museu do Exército – Forte de Copacabana com participação especial do harpista venezuelano Jesus Suarez. O projeto reúne jovens da rede pública de ensino.
Expansão do festival
O idealizador e diretor do evento, Sérgio da Costa e Silva, destaca que o RioHarpFestival integra o projeto Música no Museu, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade do Rio de Janeiro.
Além da programação na capital fluminense, o circuito possui edições em São Paulo, Brasília e em dez cidades de oito países europeus. Em 2026, a iniciativa também amplia sua atuação com apresentações na África do Sul.
Estreias internacionais
A edição deste ano marca a estreia da harpista e cantora peruana Karishma Ramirez, conhecida artisticamente como Torcaza Karishma. A artista fará apresentações no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro nos dias 12 e 13 de julho e no Museu da Justiça no dia 14.
Outra novidade é a participação da harpista francesa Léa Mesnil, que apresentará um repertório voltado à música brasileira nos dias 20 e 23 de julho, também no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.
O festival ainda contará com concerto solo do harpista peruano Mahatma Ramírez, apresentações de músicos japoneses dedicados ao koto e aos tambores orientais, além de espetáculos voltados às tradicionais harpas africanas Kora e N’Goni.
Destaques da programação
Entre os convidados está o harpista mexicano Kevin Zabdiel, que se apresenta nos dias 6 e 7 de julho acompanhado pelo Ballet Folclórico Quetzalli Veracruz, valorizando a tradição musical e a dança folclórica mexicana.
No dia 8 de julho, o compositor Gabriel Erkoreka ministrará a palestra Natureza, tradição e contemporaneidade: O universo musical de Gabriel Erkoreka e sua obra ‘Kora’ para harpa, ampliando as atividades culturais da programação.
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