A 2ª edição da Feira do Livro da Rocha movimenta o bairro do Bixiga, em São Paulo, a partir desta sexta-feira (1º), com uma programação gratuita voltada à literatura, à convivência e à ocupação cultural do espaço urbano.
Realizada na Rua Rocha, que concentra espaços dedicados à cultura e ao lazer, a feira se estende por três dias e reúne mais de 60 editoras e livrarias, além de cerca de 70 atividades culturais abertas ao público.
Entre os destaques estão mesas de debate e aulas públicas com autores e intelectuais reconhecidos, como Cidinha da Silva, Geni Núñez, Lilia Schwarcz, Luiza Romão, Márcia Tiburi e Micheliny Verunschk. O tema central desta edição é o conceito de “bem viver”, presente em cosmovisões de povos originários e em movimentos sociais contemporâneos.
A abertura do evento, marcada para as 10h30 desta sexta-feira, contará com a participação do político Alberto Acosta e do escritor Kaká Werá Jecupé, que discutirão o tema sob diferentes perspectivas, incluindo visões indígenas, andinas e das mulheres negras.
A edição deste ano homenageia a escritora e ativista Thereza Santos (1930-2012), cuja trajetória no movimento negro e na defesa dos direitos humanos será celebrada em um encontro programado para sábado (2), às 18h.
A feira também propõe reflexões sobre memória e resistência cultural. Em uma das mesas, Anelis Assumpção e Claudia Balthazar discutem estratégias para preservação da memória negra, com base em experiências culturais e coletivas do bairro.
Além disso, o evento inclui debates sobre o cenário político e social do país, com a participação de nomes como Fernando Morais, Cecília Olliveira e Eduardo Suplicy, que abordará temas como desigualdade e renda básica.
Outro destaque é a Jornada Literária, iniciativa que reuniu textos de cerca de 50 estudantes de escolas públicas da região. O material será publicado em uma antologia durante a feira, incentivando a produção literária e a valorização das vozes jovens.
A programação também contempla atividades paralelas, como oficinas de reciclagem, bordado, tricô, orientação jurídica, práticas físicas e troca de mudas de plantas. Um dos roteiros oferecidos ao público é o percurso “Negros do Bixiga”, que resgata a herança afro-brasileira presente no bairro.
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