Como a concessão do saneamento pode impactar moradores e empresas pelos próximos 35 anos? Essa foi a principal discussão realizada durante audiência pública na Câmara de Vereadores de Tangará da Serra, nesta sexta-feira (8).
O encontro reuniu parlamentares, representantes empresariais e membros da sociedade civil para debater a proposta de Parceria Público-Privada (PPP) voltada aos resíduos sólidos e ao esgoto do município. A audiência foi solicitada pela vereadora Sarah Botelho, que destacou a necessidade de participação popular antes da definição do novo modelo.
Discussão sobre saneamento ganha destaque
Durante a abertura dos trabalhos, Sarah Botelho lamentou a ausência de representantes do Executivo municipal. Segundo ela, apesar da publicação do edital no último dia 7 de maio, o tema ainda exige debate público por envolver impactos econômicos, sociais e ambientais.
A vereadora afirmou que setores como comércio, construção civil e supermercados demonstram preocupação com os custos da transição e com a falta de informações sobre a execução do novo sistema de coleta e destinação de resíduos.
A audiência buscou esclarecer dúvidas e ampliar o diálogo com a população e empresários locais.
Wilson Santos defende transparência
O deputado estadual Wilson Santos participou da audiência e afirmou que decisões relacionadas ao saneamento precisam ser conduzidas com transparência, legalidade e participação popular.
Ao comentar o tema, o parlamentar ressaltou a relevância econômica de Tangará da Serra no contexto de Mato Grosso e destacou que projetos de longa duração devem considerar os interesses coletivos da população.
Segundo Wilson Santos, concessões públicas precisam ser discutidas de forma ampla antes da implementação definitiva.
O deputado também relembrou experiências anteriores em Cuiabá durante sua gestão municipal, quando houve concessão ligada aos resíduos sólidos. De acordo com ele, o processo na capital ocorreu após audiências públicas e ajustes legislativos, com contrato de 15 anos.
Empresários pedem mais informações
Representantes do setor empresarial demonstraram preocupação com os impactos financeiros e operacionais da nova concessão do saneamento básico.
- Empresas questionaram custos da adaptação ao novo modelo;
- Comerciantes cobraram esclarecimentos sobre a destinação dos resíduos sólidos;
- Empresários defenderam maior transparência no processo;
- Setores econômicos pediram participação contínua nas discussões.
Apesar das dúvidas, empresários reconheceram a necessidade de modernização do sistema de saneamento e de melhorias estruturais para o município.
Experiências e propostas apresentadas
Durante a audiência, foram citados projetos implantados em Cuiabá relacionados à reciclagem e sustentabilidade. Entre eles, iniciativas que transformavam resíduos recicláveis em créditos para contas de água e energia elétrica.
Também foram defendidas medidas de incentivo às cooperativas de reciclagem como alternativa para ampliar inclusão social, geração de empregos e fortalecimento da cadeia de resíduos sólidos.
A audiência pública terminou com reforço à cobrança por mais participação social e transparência na discussão sobre o futuro do saneamento em Tangará da Serra.
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