Como garantir tratamento rápido para pacientes com câncer? Essa foi a principal questão debatida em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa para discutir a situação da oncologia no estado.
O encontro reuniu representantes do poder público, especialistas e instituições de saúde para tratar de três pontos centrais: regularização de repasses financeiros ao hospital especializado, acompanhamento do contrato de oncologia e criação de uma força-tarefa para reduzir filas de cirurgias.
Fiscalização e pagamentos do contrato
A audiência foi promovida pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa e discutiu a execução do contrato firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde e o Hospital de Câncer que atende pacientes de Mato Grosso.
Durante o debate, parlamentares destacaram a necessidade de garantir regularidade nos pagamentos previstos em contrato. A avaliação é de que atrasos podem comprometer a estabilidade do atendimento e afetar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento de câncer.
Também foi definido que a Assembleia acompanhará a mesa técnica conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado, responsável por analisar o contrato da oncologia e propor soluções para garantir transparência e continuidade do serviço.
Tempo de tratamento preocupa
Outro ponto destacado no debate foi a urgência no atendimento. Especialistas ressaltaram que, no caso da oncologia, o tempo entre diagnóstico e início do tratamento pode influenciar diretamente nas chances de recuperação.
Por isso, a comissão solicitou a lista de pacientes que aguardam cirurgias oncológicas. A intenção é monitorar a fila e buscar medidas para acelerar os procedimentos.
Proposta de força-tarefa para cirurgias
Durante a audiência também foi sugerida a criação de uma força-tarefa para realizar procedimentos cirúrgicos em pacientes que aguardam tratamento de câncer.
A proposta prevê mobilização institucional para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera, especialmente em casos que exigem intervenção rápida.
De acordo com representantes da área jurídica presentes no debate, a demora no acesso ao atendimento oncológico tem levado muitos pacientes a recorrer à Justiça para garantir cirurgias, medicamentos ou tratamentos especializados.
Dados de atendimentos
Durante a reunião foram apresentados números recentes sobre o atendimento hospitalar especializado em câncer:
- Mais de 246 mil atendimentos realizados em 2025
- Cerca de 170 mil consultas médicas
- Aproximadamente 6 mil cirurgias
- Mais de 35 mil sessões de quimioterapia
- Quase 28 mil sessões de radioterapia
Os serviços beneficiaram cerca de 36 mil pacientes no período, evidenciando a dimensão da demanda por tratamento de câncer no estado.
Atualização contratual em andamento
Representantes da área de gestão da saúde informaram que o contrato anual da oncologia, estimado em aproximadamente R$ 93 milhões, passa por atualização por meio de um termo aditivo.
O documento deve ajustar critérios técnicos e valores utilizados na validação da produção hospitalar, seguindo parâmetros estabelecidos para o sistema público de saúde.
A expectativa é que o acordo atualizado contribua para estabilidade financeira e maior previsibilidade no atendimento oncológico.
Próximos passos
Entre os encaminhamentos definidos na audiência estão:
- Acompanhamento da mesa técnica do Tribunal de Contas.
- Monitoramento da fila de cirurgias oncológicas.
- Discussão de estratégias para reduzir o tempo de atendimento.
- Regularização dos repasses financeiros previstos no contrato.
O objetivo é fortalecer a rede de oncologia e garantir acesso mais rápido ao tratamento de câncer. Comente sua opinião sobre o tema!
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