Em comemoração aos 307 anos de Mato Grosso, a Assembleia Legislativa publica uma galeria de fotografias que revela a evolução de Cuiabá. O projeto valoriza a memória da capital e sua identidade cultural.
Fotografia como registro histórico
O gerente de fotografia da ALMT, Marcos Lopes, destaca que as imagens vão além da paisagem urbana, reunindo elementos culturais e humanos que representam a diversidade cuiabana. Uma das fotos de destaque mostra a Avenida da Prainha ao entardecer, com a Mesquita de Cuiabá ao fundo, simbolizando a mistura de culturas.
Com 27 anos de carreira, Lopes observa o contraste entre a Cuiabá antiga e a atual, marcada pela verticalização e crescimento urbano. “Queremos mostrar a história, a cultura e as pessoas da cidade”, afirma.
Imagens que preservam a memória
Segundo o historiador Edevamilton de Lima Oliveira, a fotografia se torna fonte histórica ao passar por análise e contextualização. “Ela revela intenções, escolhas e o olhar de quem fotografou”, explica.
O Instituto Memória da ALMT organiza acervos fotográficos e documentos desde 1835, reunindo registros de parlamentares e eventos históricos, tornando-se uma fonte única de pesquisa sobre o estado.
Preservação do patrimônio histórico
Edevamilton ressalta que celebrar os 307 anos de Cuiabá fortalece a identidade cultural e destaca a necessidade de proteger o patrimônio, como os casarões do centro histórico. Ele cita o Edifício Casarão, antigo Armazém Geral e primeira sede da Assembleia, que deve ser recuperado e transformado em memorial aberto à população.
O projeto de galeria reforça a importância de registrar o passado e observar as transformações, garantindo que a história da capital cuiabana seja preservada para futuras gerações.
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