Audiência na UFMT reúne 43 povos para debater demarcação e políticas públicas

Lideranças indígenas discutem demarcação, saúde, educação e economia em audiência pública na UFMT.

O que está em jogo quando lideranças de 43 etnias se reúnem para discutir o futuro de suas comunidades? Em Cuiabá, o campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tornou-se o palco da audiência pública “Mato Grosso é Terra Indígena”, um evento crucial para alinhar as demandas por demarcação, saúde e educação dos povos originários.

Presidida pela deputada Eliane Xunakalo (PT), a audiência integrou a programação do Acampamento Terra Livre (ATL-MT). O objetivo central foi transformar o clamor das aldeias em propostas institucionais que serão encaminhadas aos órgãos competentes em níveis estadual e federal.

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Pluralidade no Debate

A mesa de discussões foi marcada pela diversidade de vozes, unindo a sabedoria ancestral ao conhecimento acadêmico. Participaram do debate:

  • Lideranças Tradicionais: Representantes de dezenas de etnias que vivem os conflitos territoriais na ponta;
  • Corpo Acadêmico: Pesquisadores e a reitora da UFMT, reforçando o papel da universidade na proteção dos direitos indígenas;
  • Poder Político: Parlamentares como Lúdio Cabral (PT), que acompanham a tramitação de leis que impactam os territórios.

“Abrimos este espaço para uma escuta direta. Não se faz política para os povos indígenas sem ouvir quem está no território”, afirmou Xunakalo durante o encontro.

ATL-MT: Além do Debate Político

O Acampamento Terra Livre de Mato Grosso não se limita apenas às discussões técnicas. O evento é uma demonstração de força cultural, combinando manifestações tradicionais com feiras de artes indígenas, dando visibilidade à economia criativa das comunidades.

As pautas prioritárias levantadas incluem:

  1. Agilidade nos processos de demarcação de terras;
  2. Fortalecimento da saúde indígena e combate à desnutrição e doenças infectocontagiosas;
  3. Políticas de educação diferenciada que respeitem as línguas e costumes maternos.
Eixo de Discussão Foco Principal
Território Segurança jurídica e preservação ambiental
Desenvolvimento Incentivo à produção sustentável nas aldeias
Representatividade Ampliação da voz indígena nos espaços de poder

Próximos Passos

O documento gerado a partir desta audiência servirá como uma carta de diretrizes para o Governo de Mato Grosso e para o Governo Federal. A expectativa das lideranças é que o diálogo iniciado na UFMT resulte em ações práticas de fiscalização territorial e ampliação de recursos para as áreas sociais.

A audiência pública na UFMT mostrou que a pauta indígena é transversal: envolve desde a preservação da Amazônia e do Pantanal até o desenvolvimento econômico sustentável do estado. Você acredita que o Governo Estadual deveria criar uma secretaria específica para os povos indígenas de Mato Grosso ou os órgãos atuais já conseguem dar conta dessa demanda complexa? Deixe sua opinião nos comentários.

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