Queda nos preços do milho reflete avanço da colheita e aumento da oferta

Os preços do milho estão em queda na maioria das regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Essa tendência de baixa é atribuída principalmente ao ritmo mais adiantado da colheita da segunda safra deste ano, que tem aumentado a oferta do cereal em importantes praças produtoras, como Paraná e Mato Grosso.

Pesquisadores do Cepea observam que muitos produtores estão mostrando maior flexibilidade nas negociações de novos lotes de milho. No entanto, os compradores estão limitando suas aquisições, priorizando o recebimento do milho que já foi adquirido antecipadamente. Essa postura cautelosa por parte dos demandantes contribui para a pressão negativa sobre os preços do cereal.

Além do aumento da oferta interna, a disponibilidade global de milho nesta temporada está elevada, devido às maiores produções nos Estados Unidos e na Argentina. Esse cenário de oferta abundante em nível global adiciona mais pressão aos preços internos do milho no Brasil.

Impacto do Dólar

Apesar da valorização do dólar, que geralmente poderia conter quedas nos preços ao aumentar a competitividade das exportações, os recuos no mercado spot não foram evitados. No entanto, o avanço da moeda norte-americana pode elevar a paridade de exportação e potencialmente permitir aumentos nas cotações internas no futuro.

A combinação de uma colheita adiantada, oferta interna e global elevada e a cautela dos demandantes cria um cenário de pressão para os preços do milho. No entanto, a valorização do dólar é um fator que pode trazer alguma sustentação aos preços no longo prazo, especialmente se as exportações brasileiras se beneficiarem dessa condição cambial.

O mercado de milho no Brasil enfrenta um momento de baixa nos preços, reflexo do avanço da colheita e da oferta abundante tanto interna quanto globalmente. A flexibilidade dos produtores nas negociações e a demanda limitada por parte dos compradores adicionam mais pressão ao cenário de queda. No entanto, a valorização do dólar pode representar uma oportunidade para recuperação das cotações, à medida que eleva a paridade de exportação e melhora a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
37,00
-0,13
Alto Araguaia
44,00
-0,23
Alto Garças
43,85
-0,23
Campo Novo do Parecis
42,80
-0,23
Campo Verde
44,05
-0,23
Campos de Júlio
42,75
-0,47
Canarana
42,15
-0,24
Diamantino
43,40
-0,23
Ipiranga do Norte
39,05
-0,26
Lucas do Rio Verde
39,55
-0,25
Mato Grosso
41,37
-0,24
Matupá
37,35
-0,27
Nova Mutum
39,60
-0,25
Nova Ubiratã
39,15
-0,25
Porto dos Gaúchos
37,95
-0,26
Primavera do Leste
44,35
-0,22
Querência
41,45
-0,24
Rondonópolis
45,45
-0,22
Sapezal
43,15
-0,23
Sinop
40,85
-0,24
Sorriso
41,65
-0,24
Tangará da Serra
43,55
-0,23
Vila Rica
40,55
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
24,35
0,26
Alto Araguaia
40,60
0,16
Campo Novo do Parecis
31,67
0,20
Campo Verde
35,31
0,18
Campos de Júlio
29,30
0,20
Canarana
32,37
0,20
Diamantino
31,35
0,19
Ipiranga do Norte
29,06
0,22
Lucas do Rio Verde
31,16
0,20
Mato Grosso
31,69
0,20
Nova Mutum
30,44
0,21
Nova Ubiratã
29,32
0,23
Porto dos Gaúchos
42,22
0,16
Primavera do Leste
35,33
0,19
Querência
30,62
0,21
Rondonópolis
37,10
0,18
Sapezal
30,13
0,21
Sinop
28,99
0,23
Sorriso
30,23
0,21
Tangará da Serra
30,73
0,19
Vila Rica
38,24
0,16
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
496,80
4,77
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
290,69
1,85
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
191,32
3,29
Campo Novo do Parecis - Santos
514,98
3,96
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,74
0,23
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
92,76
1,89
Campo Verde - Santos
422,13
0,31
Canarana - Alto Araguaia
186,62
-1,78
Canarana - Paranaguá
454,85
0,88
Canarana - Santos
467,61
0,89
Canarana - Uberlândia
296,67
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
458,21
4,36
Diamantino - Rondonópolis
154,17
0,19
Diamantino - Santos
486,73
5,30
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
395,31
0,02
Rondonópolis - Santos
409,74
0,39
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,75
3,39
Sorriso - Miritituba
328,80
3,31
Sorriso - Paranaguá
517,46
1,31
Sorriso - Rondonópolis
180,39
0,07
Sorriso - Santos
531,48
2,09
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
47,92
10,06
Mato Grosso
47,30
7,26
Médio-Norte
48,66
7,23
Nordeste
48,39
9,17
Noroeste
48,91
7,99
Norte
46,63
3,08
Oeste
44,02
3,50
Sudeste
43,35
7,87
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,43
-2,55
Mato Grosso
43,52
-2,53
Médio-Norte
42,97
-4,56
Nordeste
41,90
-1,02
Noroeste
42,62
-6,12
Norte
42,80
0,28
Oeste
43,33
-2,20
Sudeste
46,09
1,23
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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