Mato Grosso acelera colheita e safrinha de milho já alcança 4,4% da área no Centro-Sul; produção brasileira deve superar 139 milhões de toneladas

A colheita da segunda safra de milho começou a ganhar ritmo no Brasil e já alcançou 4,4% da área cultivada no Centro-Sul, segundo levantamento divulgado pela AgRural. O avanço representa uma aceleração significativa em relação à semana anterior, quando os trabalhos atingiam apenas 2,4%.

O principal motor desse crescimento continua sendo Mato Grosso, estado que lidera a produção nacional e vem apresentando desempenho acima da média. Enquanto isso, outras regiões ainda enfrentam desafios relacionados à umidade e às condições climáticas.

Mato Grosso segue puxando a colheita nacional

Os trabalhos de campo avançam rapidamente em Mato Grosso, que mais uma vez se destaca como referência na produção de milho do país.

O estado apresenta condições favoráveis para a retirada dos grãos e segue muito à frente de outras regiões produtoras.

Enquanto isso, o Paraná, segundo maior produtor da safrinha, ainda enfrenta dificuldades para acelerar os trabalhos devido à elevada umidade nas lavouras.

Mato Grosso continua sendo o principal responsável pelo avanço da colheita brasileira.

O desempenho do estado reforça sua importância estratégica para o abastecimento interno e para as exportações do cereal.

Mato Grosso do Sul também entra no mapa da colheita

Outra novidade observada nesta semana foi o início da colheita em áreas isoladas de Mato Grosso do Sul.

Embora ainda em ritmo inicial, o avanço demonstra que a safra começa a ganhar força em diferentes regiões produtoras do país.

A expectativa do mercado é que os trabalhos acelerem nas próximas semanas, principalmente se as condições climáticas permanecerem favoráveis.

A colheita começa a se expandir para novos estados produtores.

Isso contribui para aumentar a oferta de milho disponível ao mercado ao longo do segundo semestre.

Produção passa por ajustes, mas segue robusta

A AgRural concluiu uma nova revisão de suas projeções para a safra 2025/26 no final de maio.

Alguns estados registraram redução nas estimativas de produtividade devido à falta de chuvas, especialmente em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

A estiagem afetou parte das lavouras e obrigou os analistas a revisarem os números para baixo.

A seca reduziu o potencial produtivo em importantes regiões agrícolas.

Mesmo assim, o cenário nacional continua bastante positivo.

Mato Grosso compensa perdas em outros estados

O excelente desempenho das lavouras mato-grossenses ajudou a equilibrar parte das perdas registradas em outras regiões.

As produtividades esperadas no estado permanecem elevadas, sustentando a confiança do mercado em uma grande safra nacional.

Graças a esse resultado, a redução na projeção brasileira foi relativamente pequena.

A estimativa da safrinha passou de um número ligeiramente superior para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas.

O bom desempenho de Mato Grosso evitou uma queda maior na produção nacional.

Esse fator demonstra o peso que o estado possui dentro do agronegócio brasileiro.

Produção total pode bater novo recorde

Quando somadas a primeira, a segunda e a terceira safras, a expectativa é de uma produção total de 139,9 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26.

O volume representa crescimento em relação à estimativa anterior de 138,9 milhões de toneladas.

O avanço se torna ainda mais expressivo quando comparado à temporada 2024/25, que registrou produção de 113,2 milhões de toneladas.

O Brasil pode colher quase 140 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

Caso o número seja confirmado, o país reforçará sua posição entre os maiores produtores globais do cereal.

O que explica o avanço da safrinha?

Especialistas apontam que o crescimento da produção brasileira está ligado a uma combinação de fatores.

Entre eles estão:

  • Uso de sementes mais produtivas;
  • Evolução da tecnologia agrícola;
  • Expansão das áreas cultivadas;
  • Melhor manejo das lavouras;
  • Investimentos em agricultura de precisão.

Esses fatores ajudam a elevar a produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores.

A tecnologia continua sendo uma das principais aliadas do produtor rural brasileiro.

O resultado aparece diretamente no aumento da produção nacional.

Mercado acompanha evolução da colheita

Com a chegada da colheita, o mercado passa a monitorar o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos produzidos.

Além disso, o comportamento dos preços dependerá da oferta disponível, da demanda interna e do desempenho das exportações brasileiras ao longo dos próximos meses.

O milho segue sendo uma das culturas mais estratégicas para o agronegócio nacional.

A evolução da colheita pode influenciar diretamente os preços do cereal nos próximos meses.

Produtores e compradores permanecem atentos aos próximos relatórios do setor.

Para Mato Grosso, o avanço da safrinha reforça o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro. Além de gerar renda no campo, uma grande produção movimenta transportadoras, armazenagem, cooperativas, indústrias e o comércio regional. O desempenho da safra também impacta diretamente o mercado de proteínas animais, já que o milho é um dos principais componentes da alimentação de aves e suínos.

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DISPONÍVEL
Alta Floresta
36,45
-0,27
Alto Araguaia
43,55
-0,23
Alto Garças
43,50
-0,23
Campo Novo do Parecis
42,15
-0,24
Campo Verde
43,60
-0,23
Campos de Júlio
42,10
-0,24
Canarana
41,60
-0,24
Diamantino
42,80
-0,23
Ipiranga do Norte
38,40
-0,26
Lucas do Rio Verde
38,60
-0,26
Mato Grosso
40,74
-0,24
Matupá
36,80
-0,27
Nova Mutum
38,95
-0,26
Nova Ubiratã
38,50
-0,26
Porto dos Gaúchos
37,40
-0,27
Primavera do Leste
43,80
-0,23
Querência
40,85
-0,24
Rondonópolis
45,05
-0,22
Sapezal
42,60
-0,23
Sinop
40,15
-0,25
Sorriso
40,95
-0,24
Tangará da Serra
42,90
-0,23
Vila Rica
39,95
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
26,78
3,24
Alto Araguaia
43,03
2,00
Campo Novo do Parecis
34,10
2,53
Campo Verde
37,74
2,28
Campos de Júlio
31,74
2,74
Canarana
34,80
2,48
Diamantino
33,78
2,54
Ipiranga do Norte
31,49
2,75
Lucas do Rio Verde
33,59
2,56
Mato Grosso
34,12
2,52
Nova Mutum
32,87
2,63
Nova Ubiratã
31,75
2,74
Porto dos Gaúchos
44,65
1,93
Primavera do Leste
37,76
2,29
Querência
33,05
2,61
Rondonópolis
39,53
2,18
Sapezal
32,56
2,65
Sinop
31,42
2,76
Sorriso
32,66
2,64
Tangará da Serra
33,17
2,62
Vila Rica
40,67
2,10
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
503,75
0,00
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
305,40
3,29
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
188,95
-2,09
Campo Novo do Parecis - Santos
512,50
1,08
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,67
0,01
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
98,33
0,85
Campo Verde - Santos
430,00
2,38
Canarana - Alto Araguaia
190,00
0,00
Canarana - Paranaguá
455,00
-1,09
Canarana - Santos
470,54
0,00
Canarana - Uberlândia
290,00
-2,25
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
461,00
-0,87
Diamantino - Rondonópolis
161,00
-0,14
Diamantino - Santos
490,83
-1,05
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
391,67
1,57
Rondonópolis - Santos
405,00
1,25
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,00
0,00
Sorriso - Miritituba
334,26
0,88
Sorriso - Paranaguá
509,17
0,66
Sorriso - Rondonópolis
182,50
0,83
Sorriso - Santos
522,60
-1,14
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
100,00
0,49
Mato Grosso
100,00
0,12
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,55
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,00
Sudeste
100,00
0,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
46,75
1,26
Mato Grosso
47,32
1,48
Médio-Norte
48,19
1,06
Nordeste
49,11
2,81
Noroeste
48,59
1,77
Norte
46,79
1,54
Oeste
44,30
0,47
Sudeste
44,20
1,33
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,87
0,53
Mato Grosso
42,49
0,03
Médio-Norte
0,00
-100,00
Nordeste
42,35
-0,05
Noroeste
0,00
-100,00
Norte
0,00
-100,00
Oeste
0,00
-100,00
Sudeste
0,00
-100,00
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,55
0,19
Mato Grosso
42,73
-1,69
Médio-Norte
43,08
0,28
Nordeste
41,60
-0,86
Noroeste
41,33
-3,03
Norte
42,89
-8,00
Oeste
43,87
1,54
Sudeste
45,41
-2,02
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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