Levantamento do Imea mantém área de plantio e aumenta produtividade de milho na safra 2023/24 em MT

Imea relata estabilidade na área plantada e avanço na produtividade, com expectativa de segunda maior produção histórica, atingindo 47,47 milhões de toneladas

Em seu mais recente levantamento, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apresentou dados atualizados sobre a safra de milho 2023/24 em Mato Grosso. A análise revela que a área de plantio no estado permaneceu estável em agosto, mantendo-se em 6,94 milhões de hectares, conforme já havia sido registrado no mês de julho. Contudo, o destaque vai para o aumento na produtividade, que registrou um crescimento de 0,45% em comparação ao mês anterior, alcançando 114,04 sacas por hectare. Essa melhoria se traduz em uma produção total esperada de 47,47 milhões de toneladas, uma alta de 0,34% em relação ao levantamento de julho. Este volume marca a segunda maior produção da série histórica do Imea, reforçando a importância de Mato Grosso no cenário agrícola nacional.

A elevação na produtividade do milho é atribuída a uma combinação de fatores favoráveis, incluindo as condições climáticas propícias que prevaleceram durante o período de crescimento das lavouras. Chuvas bem distribuídas e temperaturas amenas contribuíram para o bom desenvolvimento das plantas, resultando em colheitas robustas e de alta qualidade. Outro fator determinante foi a semeadura realizada dentro da janela ideal, permitindo que o milho mato-grossense aproveitasse plenamente o potencial das condições meteorológicas.

As práticas agrícolas avançadas adotadas pelos produtores do estado também desempenham um papel crucial na obtenção desses resultados positivos. O uso de tecnologias modernas, desde sementes geneticamente melhoradas até sistemas de irrigação eficientes, além da implementação de manejos adequados, têm garantido que a produtividade se mantenha elevada, mesmo diante de desafios climáticos que poderiam comprometer a safra.

Destaques regionais: oeste, médio-norte e noroeste

Entre as regiões de Mato Grosso, as áreas Oeste, Médio-Norte e Noroeste se destacaram como as mais produtivas em agosto de 2024. As lavouras na região Oeste apresentaram uma produtividade impressionante de 120,65 sacas por hectare, seguidas de perto pelo Médio-Norte com 120,03 sacas por hectare, e pela região Noroeste, que registrou 113,45 sacas por hectare. Esses números refletem o impacto positivo das condições locais, que variam de microclimas específicos a práticas de manejo adaptadas a cada região.

A região Oeste, particularmente, tem se beneficiado de um microclima que favorece o desenvolvimento das plantas, além de investimentos em infraestrutura agrícola que facilitam o manejo eficiente. No Médio-Norte, a tradição em cultivo de milho, aliada a investimentos contínuos em tecnologia agrícola, tem resultado em safras cada vez mais produtivas. Já a região Noroeste, embora mais desafiadora devido a suas condições geográficas, conseguiu superar expectativas graças à inovação e resiliência dos produtores locais.

Implicações para o mercado e a economia

A manutenção da área plantada, combinada com o aumento da produtividade, coloca Mato Grosso em uma posição estratégica no cenário agrícola brasileiro, especialmente no que tange ao mercado de milho. A projeção de uma produção de 47,47 milhões de toneladas, que representa a segunda maior safra da história do estado, não só reforça a capacidade produtiva de Mato Grosso como também sinaliza um impacto positivo para a economia local e nacional.

O milho, sendo um dos principais grãos cultivados no Brasil, desempenha um papel vital tanto no abastecimento do mercado interno quanto nas exportações. A produção robusta de Mato Grosso ajuda a garantir o suprimento de milho para indústrias de alimentação animal e humana, além de biocombustíveis, atendendo à crescente demanda do mercado. Adicionalmente, a estabilidade e o crescimento na produção podem contribuir para a moderação de preços no mercado doméstico, favorecendo consumidores e produtores ao redor do país.

Desafios e perspectivas futuras

Apesar dos resultados promissores, os produtores enfrentam desafios contínuos que podem influenciar futuras safras. Questões logísticas, como o transporte das colheitas para os centros de distribuição e portos de exportação, continuam a ser pontos críticos que necessitam de atenção e investimento. Além disso, o monitoramento constante das condições climáticas e a gestão eficaz de recursos hídricos são essenciais para garantir que a produtividade permaneça alta e que a agricultura em Mato Grosso se sustente em longo prazo.

As perspectivas para a safra de milho 2023/24 em Mato Grosso são positivas, mas exigem uma abordagem proativa por parte dos agricultores e do governo para mitigar riscos e aproveitar oportunidades. Investimentos em infraestrutura, pesquisa agrícola e políticas de apoio ao agricultor são fundamentais para que o estado continue a ser um líder na produção de milho e em outras culturas essenciais.

Com a manutenção da área plantada e a notável melhora na produtividade, Mato Grosso reafirma sua posição como um dos pilares da agricultura brasileira, destacando-se na produção de milho. A safra 2023/24 não só marca um feito histórico, mas também traça um caminho de crescimento contínuo e sustentável para o setor agrícola do estado. À medida que a temporada avança, as expectativas permanecem altas para que Mato Grosso continue a ser um exemplo de eficiência e inovação no agronegócio brasileiro.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
36,95
-0,14
Alto Araguaia
43,90
-0,23
Alto Garças
43,80
-0,11
Campo Novo do Parecis
42,65
-0,35
Campo Verde
44,00
-0,11
Campos de Júlio
42,60
-0,35
Canarana
42,05
-0,24
Diamantino
43,30
-0,23
Ipiranga do Norte
38,95
-0,26
Lucas do Rio Verde
39,45
-0,25
Mato Grosso
41,27
-0,24
Matupá
37,25
-0,27
Nova Mutum
39,50
-0,25
Nova Ubiratã
39,05
-0,26
Porto dos Gaúchos
37,85
-0,26
Primavera do Leste
44,25
-0,23
Querência
41,35
-0,24
Rondonópolis
45,40
-0,11
Sapezal
43,05
-0,23
Sinop
40,75
-0,24
Sorriso
41,55
-0,24
Tangará da Serra
43,45
-0,23
Vila Rica
40,45
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
24,39
-1,23
Alto Araguaia
40,64
-0,74
Campo Novo do Parecis
31,71
-0,95
Campo Verde
35,35
-0,85
Campos de Júlio
29,35
-1,01
Canarana
32,41
-0,93
Diamantino
31,40
-0,94
Ipiranga do Norte
29,10
-1,03
Lucas do Rio Verde
31,20
-0,97
Mato Grosso
31,73
-0,95
Nova Mutum
30,48
-0,98
Nova Ubiratã
29,36
-1,01
Porto dos Gaúchos
42,26
-0,71
Primavera do Leste
35,37
-0,84
Querência
30,66
-0,98
Rondonópolis
37,14
-0,80
Sapezal
30,17
-1,00
Sinop
29,03
-1,02
Sorriso
30,27
-1,00
Tangará da Serra
30,78
-0,96
Vila Rica
38,29
-0,77
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
496,80
4,77
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
290,69
1,85
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
191,32
3,29
Campo Novo do Parecis - Santos
514,98
3,96
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,74
0,23
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
92,76
1,89
Campo Verde - Santos
422,13
0,31
Canarana - Alto Araguaia
186,62
-1,78
Canarana - Paranaguá
454,85
0,88
Canarana - Santos
467,61
0,89
Canarana - Uberlândia
296,67
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
458,21
4,36
Diamantino - Rondonópolis
154,17
0,19
Diamantino - Santos
486,73
5,30
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
395,31
0,02
Rondonópolis - Santos
409,74
0,39
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,75
3,39
Sorriso - Miritituba
328,80
3,31
Sorriso - Paranaguá
517,46
1,31
Sorriso - Rondonópolis
180,39
0,07
Sorriso - Santos
531,48
2,09
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
100,00
0,49
Mato Grosso
100,00
0,12
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,55
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,00
Sudeste
100,00
0,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
46,75
1,26
Mato Grosso
47,32
1,48
Médio-Norte
48,19
1,06
Nordeste
49,11
2,81
Noroeste
48,59
1,77
Norte
46,79
1,54
Oeste
44,30
0,47
Sudeste
44,20
1,33
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,87
0,53
Mato Grosso
42,49
0,03
Médio-Norte
0,00
-100,00
Nordeste
42,35
-0,05
Noroeste
0,00
-100,00
Norte
0,00
-100,00
Oeste
0,00
-100,00
Sudeste
0,00
-100,00
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,55
0,19
Mato Grosso
42,73
-1,69
Médio-Norte
43,08
0,28
Nordeste
41,60
-0,86
Noroeste
41,33
-3,03
Norte
42,89
-8,00
Oeste
43,87
1,54
Sudeste
45,41
-2,02
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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