Tripulação já percorreu mais de 160 mil quilômetros e se prepara para ver o lado oculto da Lua a olho nu. Com trajetória impecável, astronautas realizam testes médicos e transmitem vídeos em alta definição para a Terra.
A missão Artemis II segue em ritmo acelerado e com precisão cirúrgica. Nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026, a cápsula Orion atingiu a marca de 160.700 quilômetros de distância da Terra, aproximando-se cada vez mais do objetivo final: a vizinhança lunar. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen são os primeiros seres humanos a vivenciar essa perspectiva desde o fim do programa Apollo, em 1972.
TRAJETÓRIA PERFEITA E ROTINA NO ESPAÇO
O dia no controle da missão em Houston foi de tranquilidade, refletindo o sucesso do lançamento no dia 1º de abril.
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Manobra Cancelada: A precisão da nave é tão alta que os controladores cancelaram a primeira queima de correção de trajetória. A Orion está exatamente onde deveria estar.
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Despertar Musical: A tripulação acordou ao som de “…In a Daydream”, da Freddy Jones Band, após 8 horas de descanso merecido.
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Saúde em Dia: Os astronautas realizaram simulações de emergência médica (como RCP e resposta a engasgamento) e exercícios físicos para manter o coração forte na microgravidade.
O QUE ELES VERÃO NA SEGUNDA-FEIRA (06/04)?
A equipe de cientistas já selecionou os “alvos” geológicos que os astronautas observarão durante as 6 horas de sobrevoo lunar:
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Lado Oculto: Eles verão 20% do hemisfério da Lua que nunca é visível da Terra.
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Crateras Inéditas: Pela primeira vez em 54 anos, olhos humanos verão as crateras Pierazzo, Ohm e a bacia Orientale sem a mediação de câmeras robóticas.
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Treinamento Intensivo: A tripulação está “ensaiando” a movimentação dentro da Orion (que tem o tamanho de duas minivans) para garantir que as câmeras e equipamentos estejam na posição certa para o momento do sobrevoo.
CONEXÃO DE ALTA VELOCIDADE
A tecnologia de 2026 é o grande diferencial: a Koch testou o sistema de comunicações ópticas, transmitindo vídeos em alta definição diretamente da nave para as estações nos EUA. Isso garante que o mundo receba imagens quase em tempo real da jornada.
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