A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, afirmou nesta quarta-feira (1º), durante participação no programa Bom Dia, Ministra, que o novo Plano Safra para a agricultura familiar combina o maior volume de crédito já destinado ao setor com taxas de juros reduzidas e medidas voltadas à transição ecológica.
Segundo a ministra, o programa disponibiliza R$ 85,2 bilhões em crédito. Ela destacou que o financiamento para a produção de alimentos terá taxa de juros de 2% ao ano, enquanto projetos de agroecologia poderão acessar recursos com taxa de 1% ao ano.
De acordo com Fernanda Machiaveli, o Plano Safra foi estruturado para estimular práticas sustentáveis na agricultura familiar, incluindo assistência técnica para adoção de insumos biológicos, preservação dos recursos naturais e implementação de tecnologias voltadas à produção ambientalmente responsável.
A ministra também afirmou que o programa integra uma política pública em expansão. Ela lembrou que, em 2023, o crédito disponível para a produção de alimentos era de R$ 53 bilhões e estava concentrado principalmente na Região Sul. Segundo ela, o governo ampliou o acesso aos financiamentos para todas as regiões do país, com atenção especial aos agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste.
Durante a entrevista, Fernanda Machiaveli destacou ainda medidas voltadas à proteção da agricultura familiar diante dos impactos das mudanças climáticas. Entre elas estão o Pró-Agro, destinado aos beneficiários do Pronaf, e o Garantia Safra, que oferece proteção aos agricultores de subsistência do semiárido.
A ministra ressaltou que a atividade agrícola enfrenta riscos crescentes em razão das alterações climáticas e afirmou que o governo mantém linhas de crédito específicas para adaptação climática dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com foco também nas regiões Norte e Nordeste.
Outro destaque foi o lançamento de um edital que prevê R$ 413 milhões para ações de adaptação climática no semiárido. A iniciativa deverá beneficiar 60 mil famílias, com apoio de R$ 8 mil para cada uma, além de assistência técnica e capacitação.
Os recursos poderão ser utilizados em projetos como instalação de cisternas, sistemas de energia solar, irrigação, implantação de quintais produtivos e outras tecnologias voltadas à adaptação da produção de alimentos em períodos de estiagem.
Segundo a ministra, o governo também mantém linhas de financiamento para bioeconomia, tecnificação e irrigação, com juros entre 1,5% e 2% ao ano, além de opções de investimento por meio do programa Mais Alimentos para fortalecer a adaptação climática da agricultura familiar.
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