Sorriso consegue frear a dengue e a chikungunya no início de 2026

Boletim de saúde traz alívio com números congelados desde junho, mas médicos alertam que a chikungunya pode deixar sequelas por meses

Sorriso começou o segundo semestre de 2026 com uma excelente notícia na área da saúde: a cidade conseguiu dar uma trégua nas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

O boletim mais recente mostra que os números de dengue, zika e chikungunya simplesmente não subiram em relação ao último levantamento de junho.

Mesmo com o tempo instável, o trabalho de prevenção deu resultado e a situação segue sob controle.

O balanço do ano (e onde moram os casos)

Desde o início de janeiro até agora, o cenário das arboviroses na cidade se desenhou assim:

  • Dengue sob controle: Foram 46 casos confirmados no total. O momento mais tenso foi em janeiro, que registrou 10 infecções. O bairro Mário Raiter (com 4 casos) e o Distrito de Primavera (com 3) foram os pontos com maior registro.

  • Chikungunya monitorada: A cidade registrou 19 casos este ano, com maior concentração nos bairros Bela Vista e Rota do Sol (2 casos cada).

  • Zika zerada: Duas suspeitas chegaram a ser investigadas pelos laboratórios, mas ambas foram descartadas.

O perigo silencioso: As dores da chikungunya

Embora os números gerais sejam baixos, há um alerta importante para quem acha que essas doenças são “apenas uma febre passageira”. O médico e secretário de Saúde de Sorriso, Vanio Jordani, chama a atenção para o pós-infecção da chikungunya.

“A doença tem uma fase crônica que muita gente desconhece. O paciente se livra da febre, mas continua sentindo dores articulares severas e incapacitantes. Tem pessoas que passam mais de seis meses sofrendo com dores nas juntas após contrair o vírus”, alerta o médico.

Onde o mosquito está fazendo a festa?

Para manter os números baixos, as equipes de vigilância estão nas ruas todos os dias. E o diagnóstico dos agentes aponta que o maior perigo hoje não está necessariamente nos vasos de plantas, mas em hábitos urbanos:

  • Água na rua: O descarte irregular de água servida (aquela água suja de lavanderia ou comércio que escorre pela calçada) é o principal criadouro detectado.

  • Bocas de lobo entupidas: O lixo acumulado nos bueiros impede o escoamento e cria piscinas perfeitas para o mosquito se reproduzir.

Como fazer a sua parte em 10 minutos

A saúde municipal reforça que a melhor arma contra o mosquito ainda é a prevenção em casa. O recomendado é tirar apenas 10 minutos por semana para dar uma geral no quintal.

Além de evitar o mosquito, manter o quintal limpo evita visitas indesejadas de escorpiões, cobras e aranhas. Se você notar terrenos com lixo acumulado, água parada ou esgoto correndo a céu aberto na sua rua, pode denunciar o foco diretamente para a Vigilância pelo WhatsApp (66) 99600-1462.

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