Gaeco deflagra Operação Identidade Oculta contra o Comando Vermelho em Sinop

Operação Identidade Oculta cumpriu ordens judiciais contra investigados ligados ao Comando Vermelho em Sinop.

O combate às estruturas de financiamento e logística das organizações criminosas que tentam se enraizar no Norte do estado ganhou um novo desfecho de forte impacto institucional. Na manhã desta quinta-feira (28), o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Identidade Oculta no município de Sinop. A ofensiva mirou diretamente o escalão de liderança e os operadores financeiros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), resultando na apreensão de um arsenal, entorpecentes, veículos de luxo e mais de meio milhão de reais em dinheiro em espécie e cheques.

A operação é o desdobramento de uma complexa engenharia de investigação de inteligência conduzida pelos promotores e delegados do Gaeco. Conforme o relatório técnico do caso, o ponto de partida para o mapeamento da célula criminosa foi a extração e análise de dados autorizada pela Justiça em aparelhos celulares recolhidos em ações policiais anteriores. O cruzamento de mensagens, mídias e transações bancárias revelou indícios robustos de uma rede integrada voltada ao tráfico de drogas em larga escala, extorsão de comerciantes locais e lavagem de capitais.

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Com base no robusto conjunto de provas materiais reunido pelos investigadores, o Poder Judiciário expediu oito ordens judiciais, englobando mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar. Durante o cumprimento das diligências nos endereços alvos, os agentes fecharam o cerco contra os suspeitos, localizando tabletes de substâncias entorpecentes, armas de fogo de curto e grosso calibre, farta quantidade de munições de variados calibres, além de eletroeletrônicos e automóveis que eram utilizados no suporte logístico dos crimes urbanos.

De acordo com a coordenação do Gaeco, o foco central da Identidade Oculta em 2026 foi promover a desarticulação financeira da facção na capital do nortão, uma vez que a apreensão de mais de R$ 500 mil em espécie retira o poder de barganha e estocagem de insumos do grupo. Todo o material eletrônico, documentos e papéis de crédito recolhidos foram catalogados e formalmente encaminhados para a perícia técnica oficial. Os laudos resultantes vão subsidiar o aprofundamento das investigações para identificar laranjas e ramificações bancárias do esquema.

Os resultados consolidados da Operação Identidade Oculta reúnem:

  • Asfixia Financeira: Apreensão de mais de R$ 500 mil convertidos em cédulas de Real e lâminas de cheques;
  • Arsenal Retirado: Localização de armas de fogo, munições e carregadores em poder dos faccionados;
  • Provas Tecnológicas: Recolhimento de celulares e mídias eletrônicas para novas fases investigativas;
  • Força Integrada: Operação executada conjuntamente pelo MPMC, Polícia Civil, PM e Polícia Penal.

Operação em Sinop mobiliza Força Tática e 3º Comando Regional da Polícia Militar

Para garantir o cumprimento seguro dos mandados em áreas consideradas de alto risco, o Gaeco montou uma força-tarefa integrada que contou com o apoio ostensivo da Polícia Militar, mobilizando homens do 3º Comando Regional e da 26ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Força Tática, além de equipes operacionais da Polícia Judiciária Civil e da Polícia Penal. O Gaeco relembra que sua estrutura colegiada une as inteligências do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e do Sistema Socioeducativo para agilizar as denúncias criminais perante o Poder Judiciário.

A coordenação das forças integradas reforça que o cerco contra as facções no interior de Mato Grosso será mantido de forma perene ao longo de todo o ano. A colaboração da sociedade civil organizada continua sendo uma arma fundamental para abastecer os canais de inteligência do Estado com informações sobre esconderijos, pontos de distribuição de drogas e atividades de extorsão. Denúncias sigilosas e anônimas podem ser feitas diretamente via canais do Ministério Público ou por meio dos telefones de emergência das polícias Civil (197) e Militar (190).

Inventário Técnico da Operação do Gaeco Dados Fiscais e Logísticos Empregados (Sinop – 2026)
Nome de Capa da Ofensiva Operação Identidade Oculta
Montante Financeiro Apreendido Superior a R$ 500.000,00 (Dinheiro vivo e cheques)
Total de Ordens Judiciais Cumpridas 08 mandados (Prisão e busca e apreensão)
Organização Criminosa Alvo Célula local do Comando Vermelho (CV)
Forças de Apoio Operacional 26ª CIPM de Força Tática, 3º CRPM e Polícia Civil

A deflagração da Operação Identidade Oculta pelo Gaeco demonstra a precisão e a necessidade do uso da inteligência policial para golpear o crime organizado em Sinop, evidenciando que apreender mais de meio milhão de reais em dinheiro e cheques é muito mais doloroso e eficiente para enfraquecer o Comando Vermelho do que apenas prender pequenos traficantes na ponta, embora juristas e moradores do Norte de Mato Grosso alertem com preocupação que o volume expressivo de dinheiro e veículos de luxo em posse desses criminosos revela o nível profundo de infiltração da facção na economia local formal, o que exige das autoridades de fiscalização tributária e bancária um monitoramento permanente sobre a lavagem de dinheiro em comércios, revendas de carros e no mercado imobiliário da região, sob o risco de as operações policiais apenas arranharem a superfície de um império financeiro bilionário construído à base de extorsões e sangue. Você considera que operações focadas na quebra do sigilo financeiro e confisco de bens são o caminho definitivo para erradicar as facções em Mato Grosso, ou acredita que o Estado deveria priorizar o policiamento ostensivo de massa nas ruas e o isolamento total das lideranças nos presídios de segurança máxima? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

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