Sejus lança projeto psicossocial na Cadeia Pública de Araputanga

Iniciativa da Sejus-MT com universidade atua na prevenção da violência doméstica e na ressocialização de custodiados.

Um projeto psicossocial na Cadeia Pública de Araputanga foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT), em parceria com a UniBRAS – Faculdade Mato Grosso, com foco na prevenção da violência doméstica e familiar e na responsabilização penal de custodiados. Conforme divulgado oficialmente pela Sejus-MT, a iniciativa ocorreu no segundo semestre de 2025, dentro da unidade prisional localizada a 338 quilômetros de Cuiabá.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça, o projeto integra o Grupo de Intervenção Psicossocial (GIP), um programa de extensão universitária voltado à educação emocional, reflexão crítica e apoio à reintegração social de pessoas privadas de liberdade. A reportagem confirmou que 12 reeducandos condenados por crimes relacionados à violência doméstica participaram dos encontros semanais.

Intervenção psicossocial e metodologia aplicada

De acordo com informações oficiais da Sejus-MT, as atividades foram conduzidas por acadêmicas do curso de Psicologia da UniBRAS, sob supervisão docente, respeitando protocolos técnicos e éticos da área. Os encontros incluíram rodas de conversa e dinâmicas reflexivas, com abordagem baseada em metodologias contemporâneas de intervenção psicossocial.

  • Gestão emocional e autorregulação do comportamento;
  • Reflexões sobre masculinidades e padrões de violência;
  • Práticas de comunicação não violenta;
  • Empatia, direitos humanos e projetos de vida.

Também foram realizadas ações específicas com familiares dos custodiados, reforçando, conforme apurado, o papel da rede sociofamiliar no processo de reintegração social após o cumprimento da pena.

Avaliação institucional e impactos observados

O diretor da Cadeia Pública de Araputanga, Laubenildo Barbosa, afirmou em declaração oficial que o projeto contribuiu para a redução de comportamentos agressivos dentro da unidade. Segundo ele, houve melhora perceptível na convivência entre os custodiados, com maior tolerância e reflexão sobre os atos que resultaram na prisão.

“O projeto consegue diminuir a agressividade, a revolta e a raiva que o reeducando sente ao ingressar na unidade. Observamos menos conflitos e mais reflexão sobre as consequências dos atos praticados”, destacou o diretor, conforme nota institucional.

O secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, também ressaltou, em posicionamento oficial, que ações como o Projeto psicossocial na Cadeia Pública de Araputanga reforçam o papel do sistema penitenciário na prevenção da reincidência criminal e na construção de trajetórias de mudança.

Resultados mensurados ao final do projeto

Dados da avaliação aplicada ao término das atividades indicaram impacto positivo entre os participantes. Segundo o relatório institucional, 100% dos reeducandos consideraram os temas abordados “muito importantes”, apontando utilidade prática para o controle emocional, a tomada de decisões e a resolução de conflitos no cotidiano.

A maioria relatou maior consciência sobre comportamentos violentos e suas consequências legais e sociais, além de melhorias na comunicação interpessoal — fatores considerados estratégicos para a redução da violência doméstica, conforme diretrizes do próprio sistema de justiça.

Box informativo

  • Projeto: Grupo de Intervenção Psicossocial (GIP)
  • Órgão responsável: Secretaria de Estado de Justiça de MT
  • Parceria: UniBRAS – Faculdade Mato Grosso
  • Público atendido: 12 custodiados condenados por violência doméstica
  • Período: Segundo semestre de 2025

Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso.

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