Saúde mental entre indígenas entra em pauta na ALMT

Reunião da CST aprofunda debate sobre saúde mental indígena e destaca desafios emergentes.

Como garantir cuidado adequado diante do avanço da Saúde mental entre jovens indígenas? Essa pergunta norteou a segunda reunião da Câmara Setorial Temática da Saúde Indígena, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Debate ampliado sobre saúde mental indígena

O encontro focou no aumento de casos de ansiedade, depressão e suicídio em diferentes etnias. A presidência da CST relatou que o monitoramento contínuo das aldeias indica preocupação crescente, motivando a busca por estratégias integradas.

Lideranças e equipes de saúde reforçaram que fatores como uso excessivo de telas, mudanças culturais e maior acesso à tecnologia impactam especialmente adolescentes, exigindo ações de prevenção e fortalecimento do bem-estar emocional.

Vivências e construção de políticas

A participação recente da CST em atividades com jovens do povo Bóe, no Dsei Cuiabá, permitiu observar necessidades específicas e orientar políticas públicas mais efetivas. A proposta central é integrar promoção da saúde e apoio psicossocial de forma contínua.

Atendimento nas aldeias e desafios estruturais

Profissionais de diferentes regiões detalharam como funciona o atendimento psicossocial nas comunidades indígenas. Entre os pontos-chave:

  • Atuação de equipes multiprofissionais para prevenção antes do tratamento especializado;
  • Encaminhamento para serviços como CAPS, com foco na continuidade do cuidado;
  • Aumento de quadros relacionados ao uso prolongado de telas;
  • Necessidade de capacitação e infraestrutura adequadas nas unidades de saúde.

A diversidade cultural também exige abordagens diferenciadas. Profissionais relataram que a compreensão do modo de vida de cada povo é essencial para diferenciar sofrimento emocional de questões espirituais, sempre em diálogo com lideranças tradicionais.

Rumo a políticas integradas

A CST, criada em 2025, pretende fortalecer políticas de saúde mental, articular ações entre governos e reduzir desigualdades na assistência. O foco é consolidar propostas que ampliem o acesso, garantam segurança cultural e reforcem o bem-estar emocional dos povos indígenas.

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