Produção de grãos cresce 60% e MT prevê fechar o ano com 14 mil km de estradas asfaltadas

Produção agrícola e malha rodoviária crescem juntas em Mato Grosso, impulsionando logística e competitividade do agro.

O alinhamento estratégico entre a expansão das áreas de cultivo e a modernização da malha viária transformou a logística de escoamento no Centro-Oeste. Dados oficiais divulgados pelo Governo do Estado apontam que o volume de grãos colhidos em Mato Grosso deu um salto histórico de mais de 60% se comparada a safra de 2018/2019 com as projeções consolidadas para o ciclo 2025/2026.

No mesmo intervalo de oito anos, as rodovias estaduais asfaltadas e integradas saltaram de 6 mil quilômetros para uma previsão de quase 14 mil quilômetros implantados até o fim deste ano. A reestruturação é apontada como o principal pilar para conter os custos com fretes no interior.

Investimentos em asfalto e pontes reduzem o custo do frete

Historicamente, o gargalo logístico brasileiro consome cerca de 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, índice que representa quase o dobro do custo registrado nos Estados Unidos. Para reverter esse cenário de desvantagem competitiva, o plano estadual focou na pavimentação de rotas estruturantes e na eliminação de travessias precárias.

De acordo com o governador Otaviano Pivetta, a malha estadual recebeu mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo. O programa de infraestrutura também removeu gargalos críticos com a construção de 153 novas pontes de concreto no interior, garantindo que o fluxo de carretas pesadas não seja interrompido ou bloqueado mesmo durante o período mais severo de chuvas na região.

Aprosoja e Famato apontam ganho de eficiência no escoamento

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) avalia que a chegada do asfalto na porta das propriedades rurais trouxe maior previsibilidade para os contratos de entrega de cargas e diminuiu os prejuízos com a manutenção mecânica da frota. Na BR-163, principal artéria de escoamento do estado, a qualidade do pavimento registrou evolução considerável, elevando os trechos classificados em nível ótimo pelas auditorias rodoviárias.

As melhorias estruturais e os reflexos diretos na comercialização das safras foram divididos na listagem abaixo:

  • Recorde de grãos: O volume total colhido saiu da casa de 66 milhões de toneladas para atingir a marca de 110 milhões de toneladas;
  • Arrecadação do Fethab: O aumento do volume transportado eleva as receitas do fundo de habitação e transporte, garantindo caixa para novas frentes de asfalto;
  • Atração de indústrias: A garantia de estradas trafegáveis acelerou a instalação de usinas de etanol de milho e esmagadoras de soja próximas às lavouras;
  • Competitividade global: A eficiência interna reduz a dependência de janelas de mercado favoráveis, blindando as margens de lucro do produtor local.

Evolução dos indicadores de campo e logística (2018 – 2026)

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) destaca que o avanço da engenharia viária descentralizou o crescimento, levando desenvolvimento para municípios que antes ficavam isolados por estradas de terra durante o inverno amazônico.

O comparativo dos indicadores de produtividade do agronegócio e infraestrutura governamental foi resumido na tabela abaixo:

Indicador de Desenvolvimento Safra / Ano 2018/2019 Projeção / Status Atual 2025/2026
Volume Total de Grãos 66 milhões de toneladas colhidas. 110 milhões de toneladas (Crescimento de +60%).
Rodovias Estaduais Pavimentadas Aproximadamente 6 mil km ativos. Previsão de atingir quase 14 mil km implantados.
Pontes de Concreto Construídas Estruturas antigas de madeira. 153 pontes entregues nos corredores de safra.

O fortalecimento da malha logística segue como prioridade para integrar as novas fronteiras agrícolas do Norte e Nordeste do estado. Os mapas de pavimentação, editais de duplicação e os relatórios de evolução das safras regionais podem ser consultados nos painéis informativos da Secretaria de Infraestrutura e do Governo de Mato Grosso.

Reportagem baseada em censos de produtividade da Aprosoja-MT, anuários estatísticos da Famato e relatórios de medição de obras públicas do Governo do Estado.

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