A edição de 2026 do projeto Peixe Santo em Cuiabá encerrou suas atividades com um balanço altamente positivo, consolidando-se como uma das principais ações sociais e econômicas da Semana Santa na capital. Coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), a iniciativa comercializou cerca de 45 toneladas de pescado a preços populares, com diversos pontos de venda esgotando os estoques antes do prazo previsto devido à alta demanda.
Ao todo, foram disponibilizados 52 mil quilos de peixes redondos (híbridos de pacu), comercializados a R$ 25 o quilo. Para facilitar o preparo do consumidor, o produto foi entregue limpo e pronto para o consumo. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, o objetivo central foi garantir que a tradição da Quaresma fosse respeitada com um preço justo, evitando que a alta procura sazonal inflacionasse o valor do alimento no mercado local.
Um dos grandes diferenciais deste ano foi o foco rigoroso na segurança alimentar. Após quatro anos de interrupção, o projeto retornou atualizado às normas sanitárias vigentes e contou com uma parceria inédita com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Cerca de 50 profissionais, entre comerciantes e manipuladores, passaram por um curso de boas práticas ministrado por professores doutores da área de nutrição, garantindo um padrão de higiene superior em todas as tendas padronizadas.
A logística estratégica também foi fundamental para o sucesso do programa. Os pontos de venda foram distribuídos por diversas regiões, como a Praça do Popeye (Tijucal) e o CPA, contando com fiscalização sanitária constante e armazenamento adequado em gelo. Além da venda direta, os consumidores puderam contar com serviços personalizados de corte e retirada de espinhas, cobrados à parte conforme a necessidade.
Além do impacto social, o Peixe Santo funcionou como um importante motor econômico, conectando diretamente os produtores da Baixada Cuiabana ao consumidor final. Essa ponte direta estimula a cadeia produtiva regional e gera renda para dezenas de famílias envolvidas no cultivo e comercialização do pescado. Com a organização robusta e a forte adesão popular, o projeto reafirma sua importância na preservação da cultura local e na garantia de segurança alimentar para a população cuiabana.
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