Mato Grosso passou a ocupar o segundo lugar nacional em menor desigualdade de renda, conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. O resultado coloca o estado atrás apenas de Santa Catarina e reflete um avanço direto nos indicadores sociais avaliados pelo levantamento.
O desempenho é parte do pilar de Sustentabilidade Social, no qual Mato Grosso aparece na nona colocação geral. Em relação à edição anterior do ranking, o estado subiu uma posição no indicador específico de desigualdade de renda, consolidando-se entre os melhores do país nesse recorte.
De acordo com informações do Centro de Liderança Pública, responsável pelo estudo, a melhora está associada a fatores estruturais da economia estadual. Entre eles estão o fortalecimento do agronegócio, a ampliação de investimentos em agroindústrias e a baixa dependência de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
Outro elemento considerado no ranking é o desempenho do mercado de trabalho. O estado figura entre aqueles com menor taxa de desemprego no país, o que contribui para reduzir disparidades de renda e ampliar a autonomia financeira das famílias. Esse conjunto de fatores sustenta a posição alcançada no levantamento nacional.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o resultado indica que o crescimento econômico tem ocorrido de forma acompanhada por inclusão social. Segundo ele, houve melhora nos indicadores de educação e investimentos contínuos na qualificação da mão de obra, tanto por ações do governo estadual quanto pela participação do setor privado, por meio do Sistema S, que envolve Senac, Senar e Senai.
Além da desigualdade de renda, o ranking aponta outros destaques do estado. Mato Grosso aparece na terceira posição nacional em solidez fiscal, capital humano e crescimento potencial da força de trabalho. O levantamento também coloca o estado como líder no volume de crédito disponível no país.
No ranking geral, que avalia dez pilares como infraestrutura, educação, segurança, inovação e equilíbrio fiscal, o estado manteve a décima colocação nacional. A estabilidade nessa posição indica consistência nos indicadores analisados, mesmo em um cenário de competitividade entre as unidades da federação.
O pilar de Sustentabilidade Social considera aspectos que vão além da renda, incluindo saúde, moradia, saneamento, proteção à infância e acesso ao trabalho decente. A proposta do indicador é medir o quanto o poder público contribui para ampliar a autonomia e as oportunidades da população.
Segundo dados do ranking, a solidez fiscal de Mato Grosso é comparável à de estados como Espírito Santo e Maranhão. O indicador avalia capacidade de investimento, equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal e liquidez, fatores que impactam diretamente a credibilidade do estado.
O levantamento também aponta perspectivas positivas para o crescimento sustentável, com bom desempenho no potencial de expansão da força de trabalho. Os dados foram divulgados pelo Centro de Liderança Pública, responsável pela elaboração do Ranking de Competitividade dos Estados 2025.
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