Mato Grosso segue consolidando sua posição entre os estados com melhor remuneração do país. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), mostram que o estado ocupa a 7ª colocação no ranking nacional de salários médios, reforçando a força da economia mato-grossense e do mercado formal de trabalho.
Segundo o levantamento, divulgado nesta semana, os trabalhadores com carteira assinada em Mato Grosso receberam, em média, R$ 3.701,29 por mês em 2024. Embora o valor fique ligeiramente abaixo da média brasileira, de R$ 3.932,45, o desempenho coloca o estado entre as principais economias do país em remuneração formal.
Mato Grosso se destaca entre os estados brasileiros
O levantamento aponta que o Distrito Federal continua liderando o ranking nacional, impulsionado pela grande concentração de servidores públicos e órgãos federais. Em seguida aparecem Rio de Janeiro e São Paulo.
Já Mato Grosso figura na sétima posição, superando diversas unidades da federação tradicionalmente fortes na economia nacional.
Ranking dos estados com maiores salários médios
- Distrito Federal — R$ 6.845,13
- Rio de Janeiro — R$ 4.501,35
- São Paulo — R$ 4.423,04
- Mato Grosso do Sul — R$ 3.798,16
- Santa Catarina — R$ 3.777,55
- Paraná — R$ 3.731,30
- Mato Grosso — R$ 3.701,29
- Amazonas — R$ 3.627,07
- Rondônia — R$ 3.615,15
- Roraima — R$ 3.565,09
A pesquisa considera trabalhadores empregados em empresas formais de todo o país.
Economia diversificada impulsiona renda
O bom desempenho de Mato Grosso está diretamente relacionado à expansão de diferentes setores da economia.
Além do agronegócio, que continua sendo o principal motor econômico do estado, segmentos como serviços, construção civil, comércio e indústria têm ampliado a oferta de empregos formais e contribuído para elevar a renda dos trabalhadores.
Os dados mais recentes do mercado de trabalho também reforçam esse cenário. Em fevereiro, Mato Grosso registrou saldo positivo de 4.749 novos empregos com carteira assinada, mantendo ritmo consistente de geração de vagas.
O setor de serviços liderou as contratações, seguido por construção civil, comércio, indústria e agropecuária.
Média salarial brasileira ficou próxima de R$ 4 mil
No cenário nacional, o rendimento médio mensal dos trabalhadores formais chegou a R$ 3.932,45 em 2024, equivalente a aproximadamente 2,8 salários mínimos considerando o piso nacional vigente naquele ano.
Os maiores salários foram registrados em segmentos altamente especializados, como:
- Organismos internacionais: R$ 9.678,61;
- Eletricidade e gás: R$ 8.539,07;
- Atividades financeiras: R$ 8.430,55.
Na outra ponta aparecem atividades ligadas ao setor de hospedagem e alimentação, que registraram remuneração média de pouco mais de R$ 2 mil.
Escolaridade continua fazendo diferença
O estudo também evidencia que a formação acadêmica continua sendo um dos principais fatores para aumento da renda.
Trabalhadores com ensino superior completo receberam, em média, R$ 7.776,59, valor quase três vezes superior ao rendimento daqueles que não possuem diploma universitário.
A pesquisa ainda aponta que os homens continuam recebendo salários superiores aos das mulheres no mercado formal brasileiro, mantendo uma diferença média de aproximadamente 16,6%.
Mercado de trabalho segue aquecido em Mato Grosso
Mesmo diante de um cenário econômico marcado por desafios em alguns setores, Mato Grosso continua apresentando indicadores positivos de emprego e renda.
O crescimento da produção agropecuária, a expansão dos serviços e o avanço da construção civil ajudam a manter o estado entre os principais polos econômicos do país, refletindo diretamente na remuneração dos trabalhadores e na geração de novas oportunidades de emprego.
Reportagem elaborada com base em dados oficiais das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.