A sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (19) na Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde foi marcada por um debate intenso envolvendo a situação do esgoto de um condomínio com mais de 200 famílias, localizado na Avenida Ângelo Antonio Dal’Alba.
O impasse gira em torno da destinação dos dejetos, que estariam sendo lançados a céu aberto em uma valeta escavada em um terreno situado entre o empreendimento residencial e uma unidade escolar — um Centro de Educação Infantil. O problema, que já se arrasta há vários meses, voltou ao centro das discussões no Legislativo municipal.
O vereador Hélio Kaminski responsabilizou o poder público pela situação, afirmando que houve falha ao conceder o “habite-se” às famílias sem que o condomínio tivesse condições adequadas para a destinação do esgoto. Segundo ele, a liberação da ocupação do empreendimento deveria ter ocorrido apenas após a solução definitiva do sistema sanitário.
Já o presidente da Câmara, Airton Callai, reconheceu que houve equívoco na liberação do habite-se, mas ponderou que também não seria justo manter as famílias por mais tempo aguardando a regularização, arcando com despesas como aluguel.
Por outro lado, o líder do prefeito na Casa de Leis, vereador Jackson Lopes, admitiu que ocorreram problemas de ordem ambiental, porém destacou que, até o momento, não há registros oficiais que apontem riscos à saúde dos moradores ou das crianças atendidas na unidade escolar próxima ao local.
O caso deve continuar sendo acompanhado pelo Legislativo e pela administração municipal, já que envolve questões sanitárias, ambientais e de responsabilidade administrativa, além da preocupação da comunidade com a proximidade do esgoto ao espaço educacional.
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