IBGE aponta alta de 1,2% no comércio de MT no ano, mas estado tem menor avanço do Centro-Oeste

Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE aponta alta de 1,2% nas vendas do varejo em Mato Grosso entre janeiro e maio, abaixo da média nacional e regional.

A atividade comercial no estado encerrou os primeiros cinco meses do ano em campo positivo, impulsionada pelo consumo das famílias, porém em ritmo mais moderado do que seus vizinhos regionais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou que o volume de vendas do comércio varejista em Mato Grosso acumulou uma alta de 1,2% entre janeiro e maio de 2026. Apesar do saldo favorável no ano, o desempenho mato-grossense ficou abaixo da média nacional de crescimento e figurou como o menor resultado entre todas as unidades federativas do Centro-Oeste.

A acomodação na renda real e o ajuste nas compras do setor agroindustrial explicam a desaceleração local no fechamento do outono, exigindo novas estratégias promocionais por parte dos lojistas para o segundo semestre.

Distrito Federal lidera vendas no Centro-Oeste e Mato Grosso registra menor alta

Conforme os dados detalhados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada oficialmente pelo órgão federal de estatística, o Distrito Federal liderou o ranking regional com folga ao registrar um avanço expressivo de 7% no acumulado de janeiro a maio. Logo em seguida no bloco Centro-Oeste aparecem o estado de Goiás, com crescimento de 3%, e Mato Grosso do Sul, com um avanço de 2,3% no volume de mercadorias vendidas.

Quando a análise se volta para os recortes mensais mais recentes, a economia varejista de Mato Grosso deu sinais claros de retração pontual. Na comparação direta entre maio de 2026 e o mesmo mês do ano de 2025, o comércio estadual encolheu 2,7%. Já na passagem do mês de abril para maio deste ano, o volume de vendas do varejo no estado apresentou uma queda de 1,9%.

Varejo brasileiro avança no acumulado do ano empurrado por papelarias e vestuário

No panorama macroeconômico do país, o varejo brasileiro cresceu 0,1% no mês de maio frente ao mês imediatamente anterior, recuperando-se do tombo de 1,6% que havia sido registrado entre março e abril. Na comparação com maio do ano passado, o setor expandiu 0,4%, levando o indicador acumulado no ano para 1,7% e a soma dos últimos 12 meses para 1,4%.

De acordo com a avaliação técnica do gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, o varejo nacional manteve uma trajetória predominantemente positiva ao longo de 2026, sendo abril o único mês a apresentar retração nos índices de vendas. Entre os setores que mais puxaram o crescimento nacional no mês de maio estão o segmento de livros, jornais e papelaria (15,2%), tecidos, vestuário e calçados (3,1%), móveis e eletrodomésticos (2,7%), produtos farmacêuticos e perfumaria (1,4%) e combustíveis e lubrificantes (1,1%). Por outro lado, registraram saldo negativo os ramos de informática e comunicação (-1,7%) e hipermercados e supermercados (-1,5%).

A comparação do desempenho acumulado do comércio varejista na Região Centro-Oeste no período de janeiro a maio de 2026 foi sintetizada no quadro abaixo:

Estado / Unidade Federativa Crescimento Acumulado (Jan-Mai 2026) Posição no Ranking Regional Desempenho em Maio (Vs. Abril)
Distrito Federal (DF) +7,0% 1º Lugar (Líder) Avanço sustentado de vendas
Goiás (GO) +3,0% 2º Lugar Crescimento moderado
Mato Grosso do Sul (MS) +2,3% 3º Lugar Estabilidade com alta
Mato Grosso (MT) +1,2% 4º Lugar Queda de 1,9%

Receita nominal do comércio amplia margem de crescimento em 12 meses

O levantamento do instituto de estatísticas revela ainda o comportamento da faturamento bruto dos comerciantes. A receita nominal do varejo restrito brasileiro subiu 0,1% na passagem de abril para maio, acumulando alta de 4,4% perante maio do ano passado, 4,2% no acumulado de 2026 e 4,8% na janela dos últimos 12 meses.

Ao analisar o varejo ampliado nacional — que inclui a venda de veículos, autopeças e materiais de construção —, a receita nominal registrou expansão de 0,4% entre abril e maio, com avanço de 2,3% na comparação anual e acumulado de 3% no ano. Para acompanhar cotações de inflação, pesquisas do IBGE e indicadores econômicos do estado, consulte o portal de notícias de Mato Grosso.

Reportagem baseada em tabelas oficiais da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgadas pela Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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