Professor de 67 anos é agredido dentro de sala de aula em escola cívico-militar em Cuiabá

Caso ocorreu em unidade cívico-militar e teria sido motivado por desentendimento sobre organização em sala; episódio é investigado

Um professor de 67 anos foi agredido por um aluno dentro da Escola Estadual Cívico-Militar Heliodoro Capistrano da Silva, no bairro Parque Cuiabá, em Cuiabá, na quinta-feira (23). O episódio ocorreu durante o início das aulas e teria sido motivado por um desentendimento envolvendo a organização dos estudantes em sala.

De acordo com informações registradas em boletim de ocorrência, a confusão começou logo no primeiro período, quando um aluno se recusou a ocupar o lugar previamente definido no mapa de sala — prática adotada como parte do planejamento pedagógico da unidade. Mesmo após orientações do professor e de um monitor que auxiliava na entrega de materiais, o estudante insistiu em permanecer em outro assento.

Ao tentar conduzir o aluno ao local correto, o professor tocou em seu ombro e recolheu o caderno. Nesse momento, o adolescente reagiu de forma agressiva, atingindo o docente com um tapa no tórax, o que fez com que ele fosse lançado contra a parede.

Ainda conforme o registro policial, o professor tentou se afastar e retornar à frente da sala, mas foi novamente atingido, desta vez nas costas. Durante a sequência de agressões, o estudante continuou investindo contra o docente, que precisou usar um caderno para se proteger.

A coordenação da escola informou que o caso foi registrado por câmeras de segurança, e as imagens já foram disponibilizadas às autoridades para auxiliar na apuração dos fatos.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso informou que a gestão escolar adotou imediatamente as providências cabíveis, conforme os protocolos institucionais e a legislação vigente. O professor recebeu atendimento e acompanhamento, enquanto o caso foi encaminhado aos órgãos competentes.

Em relação ao estudante, foram aplicadas medidas pedagógicas e disciplinares previstas, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente. A unidade reforçou que situações de violência são tratadas com seriedade, preservando a integridade e a privacidade dos envolvidos.

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