Polícia Civil deflagra Operação Falso Sorriso para investigar ex-funcionária por desvios de mais de R$ 100 mil em clínica de Cuiabá

Investigada de 31 anos teria desviado valores e cobrado pacientes por contas próprias; prejuízo estimado às vítimas pode superar R$ 100 mil.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Falso Sorriso com o objetivo de desarticular um esquema de desvio de dinheiro e estelionato praticado em uma clínica odontológica localizada no bairro Campo Velho, em Cuiabá. Na ação, foram cumpridas três ordens de busca e apreensão, além da quebra do sigilo de dados telemáticos da investigada.

De acordo com as apurações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, a principal suspeita é uma ex-funcionária de 31 anos que atuava na área administrativa e financeira do estabelecimento. O prejuízo total causado pelo esquema criminoso é estimado em mais de R$ 100 mil.

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Modus Operandi e desvio de pagamentos

Conforme as investigações, a suspeita utilizava a alta confiança depositada por proprietários e colegas de trabalho, bem como o acesso privilegiado ao sistema de gestão, para cometer as fraudes:

  • Desvio por Pix e Cartão: A ex-funcionária oferecia descontos atrativos aos pacientes, condicionados a pagamentos realizados via Pix, links, QR codes ou máquinas de cartão vinculadas diretamente às contas pessoais dela.
  • Fraude Interna: Para encobrir os desvios, ela manipulava os registros do sistema para manter o status dos pacientes como adimplentes, permitindo que continuassem os tratamentos sem que os valores entrassem no caixa da clínica.
  • Cobranças Indevidas: Há registros de pagamentos em espécie desviados, manipulação de datas de vencimento e abordagens a clientes utilizando o nome da clínica, chegando a ameaçar com negativações indevidas.

O esquema veio à tona após um paciente relatar aos donos do estabelecimento que havia feito uma transferência para a conta pessoal da então funcionária. Uma auditoria interna preliminar identificou mais de 15 vítimas e contratos superiores a R$ 50 mil.

Desdobramentos e continuidade dos golpes

Mesmo após ser desligada da empresa por justa causa, a investigada teria continuado a contatar pacientes, apresentando-se falsamente como representante da clínica para realizar novas cobranças.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam celulares, computadores, máquinas de cartão e documentos que serão submetidos à perícia técnica. A mulher poderá responder judicialmente pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, furto qualificado por abuso de confiança e estelionato, enquanto as investigações prosseguem para identificar novas vítimas.

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