O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) emitiu um parecer técnico confirmando que não há risco de interrupção no serviço de atendimento pré-hospitalar na Baixada Cuiabana. Segundo o órgão, a integração entre o Corpo de Bombeiros Militar e o Samu, consolidada em 2025, garantiu a continuidade da assistência e promoveu uma expansão inédita na cobertura de urgências.
O promotor Milton Mattos, da 7ª Promotoria de Justiça de Cuiabá, destacou que a parceria resultou em um aumento de aproximadamente 30% no volume de ocorrências atendidas. Além disso, o número de equipes operacionais nas ruas mais do que dobrou desde a implementação do novo modelo.
MPE destaca redução de 36% no tempo de resposta
Um dos pontos principais ressaltados pelo MPE foi a melhoria nos indicadores de agilidade. Com a reorganização do sistema, houve uma redução de 36% no tempo-resposta das equipes — intervalo entre o chamado e a chegada da ambulância ao local.
“As medidas adotadas garantem a suficiência da força de trabalho e a continuidade da assistência. A integração não apenas preservou o serviço móvel, mas promoveu um ganho de eficiência decisivo para salvar vidas”, afirmou o promotor Milton Mattos.
Reforço de efetivo e qualidade técnica
Para afastar qualquer hipótese de precariedade, o Ministério Público enfatizou que o Corpo de Bombeiros estruturou suas equipes com profissionais altamente capacitados e ambulâncias devidamente equipadas. A instituição frisou que o processo incluiu:
- Realização de processos seletivos internos para ampliação do efetivo;
- Treinamento especializado em protocolos de urgência e emergência;
- Manutenção de estrutura consolidada, sem caráter improvisado.
Segurança Jurídica e Operacional
A análise do MPE conclui que a atuação conjunta entre as instituições trouxe segurança jurídica e operacional ao sistema de saúde da capital. O promotor reiterou que o monitoramento continuará para assegurar que os ganhos de eficiência sejam mantidos em benefício da população de Mato Grosso.
A reportagem do CenárioMT, fundamentada no relatório da 7ª Promotoria, confirma que o sistema de atendimento pré-hospitalar móvel segue como prioridade na agenda de fiscalização do Ministério Público para garantir a assistência ininterrupta na região.
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