O Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, alcançou nesta quarta-feira (29) o marco de 100 dias de funcionamento com números expressivos para a saúde pública. Desde a inauguração em 19 de janeiro de 2026, a unidade realizou 290 cirurgias, 2.600 consultas e mais de 15.400 exames, consolidando-se como a principal referência para os 142 municípios de Mato Grosso.
A unidade, que conta com a gestão do Hospital Israelita Albert Einstein, introduziu tecnologias de ponta na rede pública estadual, incluindo o uso de robótica em procedimentos complexos.
Cirurgia Robótica no SUS
Um dos maiores avanços registrados nestes primeiros meses foi a implementação da cirurgia robótica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, 11 procedimentos desta natureza já foram realizados, sendo a primeira uma prostatectomia para tratamento de câncer em fevereiro. Recentemente, um mutirão beneficiou nove pacientes com essa tecnologia.
A cirurgia robótica oferece benefícios claros:
- Precisão: Movimentos mais precisos e estáveis do cirurgião através do console;
- Recuperação: Procedimentos menos invasivos, reduzindo o tempo de internação;
- Segurança: Menor risco de infecções e sangramentos durante o ato operatório.
Expansão Gradual e Especialidades
O cronograma de ativação do hospital segue de forma escalonada. Enquanto o centro cirúrgico iniciou as atividades em fevereiro, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Adulto e Pediátrica começaram a operar em março. Atualmente, o hospital já atende em áreas críticas como neurocirurgia de alta complexidade e cardiologia pediátrica, que registrou 27 procedimentos invasivos apenas em abril.
A meta da gestão é alcançar dez especialidades em pleno funcionamento até o final de 2026, incluindo a ampliação da hemodinâmica pediátrica e cirurgias cardíacas ainda neste primeiro semestre.
Impacto na Geração de Empregos
A operação do Hospital Central também movimenta o mercado de trabalho na capital. Atualmente, a unidade conta com mais de 1.000 colaboradores e um corpo clínico de 351 médicos em 36 especialidades. A projeção é que, quando estiver em capacidade total, o hospital reúna mais de 2 mil profissionais, tornando-se um dos maiores empregadores do setor de saúde no estado.
Modelo de Gestão
A parceria com o Einstein busca aplicar em Mato Grosso padrões internacionais de qualidade assistencial e segurança do paciente. O foco em diagnósticos precoces, especialmente na ginecologia, foi antecipado para garantir que o hospital atue não apenas no tratamento, mas na resolução ágil de filas históricas da regulação estadual.
A redação do CenárioMT acompanha a evolução do atendimento no Hospital Central. Você acredita que a vinda da gestão do Hospital Einstein para Mato Grosso elevará o padrão de todo o sistema de saúde pública do estado? Deixe sua opinião nos comentários.
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