A corrida das renováveis em Mato Grosso ganhou mais combustível. A agência reguladora do setor (ANP) carimbou, na edição desta segunda-feira (31) do Diário Oficial da União, o passe livre para que a gigante chinesa Cofco International escancare as torneiras em Rondonópolis: a usina no terminal ferroviário agora pode colocar no mercado até 1,4 milhão de litros de biodiesel a cada 24 horas.
A canetada amplia a capacidade da fábrica para 511 mil metros cúbicos por ano. Na prática, são quase 79 milhões de litros a mais injetados anualmente na malha de distribuição — um salto repentino de 18,3% na produção local.
Série de ampliações empurra rastro de bilhões na soja
Quem olha o parque industrial no Parque Intermodal de Rondonópolis vê o resultado de um apetite voraz que começou quando os chineses assumiram o controle da planta, em 2016:
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Da modéstia ao gigantismo: De 2013 até hoje, a unidade mais que dobrou de tamanho, saltando de acanhados 216 mil $m^3$/ano para a nova marca meio bilionária.
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Corrida pela matéria-prima: Para alimentar essa estrutura que não para de crescer, a empresa já tinha anunciado em abril um aporte de R$ 2 bilhões para moer 10 mil toneladas de soja por dia até 2028.
O óleo que sai do grão processado no Sul do Estado vai direto para os tanques da usina, abastecendo um mercado que roda obrigatoriamente com 15% de mistura verde no diesel (B15) do posto da esquina.
Rondonópolis vira a capital do óleo limpo
A expansão da Cofco não ocorre no isolamento. Rondonópolis virou um verdadeiro vespeiro do biodiesel, abrigando também operações pesadas da ADM e da Caibiense — um ecossistema que sozinho já supera a marca de 1 milhão de metros cúbicos anuais.
Com a força do polo rondonopolitano, Mato Grosso se consolida como o motor do setor no país. Dados da Unibio MT apontam que o estado produziu 2,3 bilhões de litros em 2025 e tem tudo para assumir, ainda este ano, o primeiro lugar no pódio nacional das usinas de biocombustível.
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