Aripuanã ganha a 133ª Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica de Mato Grosso para fortalecer proteção às mulheres

Nova rede integra órgãos e amplia ações de prevenção, acolhimento e atendimento às vítimas.

Aripuanã passou a contar com uma nova estrutura integrada para prevenir e enfrentar casos de violência contra a mulher. A iniciativa formalizada na quinta-feira (24) criou a 133ª Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Mato Grosso, com participação de instituições públicas do município.

A implantação foi conduzida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT). Após a assinatura do termo de cooperação, profissionais que fazem parte da rede participaram de uma capacitação voltada ao atendimento e às políticas de proteção às mulheres.

Integração busca fortalecer atendimento

Aripuanã cria rede contra violência às mulheres
Aripuanã cria rede contra violência às mulheres – Foto: TJMT

A criação da rede pretende aproximar os serviços que atuam na prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência doméstica. A proposta é facilitar o encaminhamento das vítimas e ampliar a atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.

Em Aripuanã, autoridades locais apontaram preocupação com os registros de violência doméstica e feminicídio. Dois feminicídios já foram registrados no município em 2026, segundo as informações apresentadas durante a implantação da rede.

A estrutura também deve apoiar o trabalho desenvolvido pela Vara Única de Aripuanã, concentrando ações de conscientização, prevenção e resposta aos casos de violência. A expectativa é que a articulação reduza falhas no atendimento e permita uma resposta mais coordenada às situações de risco.

Capacitação prepara profissionais

Além da formalização da rede, a equipe técnica da Cemulher-MT realizou treinamento com os profissionais que atuam nas políticas voltadas às mulheres. A capacitação aborda a importância de um atendimento humanizado, qualificado, sigiloso e acolhedor.

A preparação das equipes é considerada parte essencial da rede de proteção, já que mulheres em situação de violência podem precisar de diferentes serviços ao longo do atendimento. A integração permite que cada caso seja encaminhado conforme a necessidade apresentada.

Patrulha Maria da Penha também foi instalada

A articulação entre as instituições já havia avançado com a instalação da Patrulha Maria da Penha em Aripuanã, durante as ações do Agosto Lilás. O serviço atua no acompanhamento e na proteção de mulheres em situação de violência.

Com a nova rede de enfrentamento, a expectativa é ampliar a cooperação entre os serviços públicos e fortalecer tanto a prevenção quanto o atendimento às vítimas. A iniciativa também considera os impactos da violência sobre crianças e outros integrantes das famílias.

Rede amplia proteção às vítimas

A criação da estrutura reúne diferentes áreas do poder público em torno de um objetivo comum: melhorar a prevenção da violência doméstica, facilitar o acesso à proteção e dar mais efetividade aos encaminhamentos. Em um município que registra casos graves, a integração passa a ser uma ferramenta adicional para enfrentar o problema.

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