Trabalhadores planejam mais tempo com a família após fim da escala 6×1

Com a possível mudança na escala de trabalho, profissionais de diferentes áreas projetam mais tempo livre para conviver com filhos, pais e atividades pessoais. O tema foi aprovado na Câmara e ainda depende do Senado.

Trabalhadores de diferentes setores estão projetando uma rotina com mais tempo livre e convivência familiar após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta que põe fim à escala 6×1. A medida ainda precisa ser analisada pelo Senado para começar a valer.

No Rio de Janeiro, a atendente de lanchonete Gessiane Roberto Vianna, de 28 anos, que trabalha de segunda a sábado, afirma que deseja aproveitar o novo tempo de descanso para atividades simples com as filhas, como um dia na praia. Atualmente, a longa jornada de trabalho, somada ao deslocamento diário, reduz o tempo disponível com a família.

Ela relata que a rotina atual impede uma convivência mais próxima com as crianças, que dependem de outros familiares para atividades básicas do dia a dia.

Também no Rio, o balconista Emerson Santos, de 43 anos, que trabalha em uma farmácia, afirma que pretende usar os dias livres para passeios ao ar livre com o filho, incluindo trilhas e visitas a áreas naturais. Segundo ele, momentos de lazer em família são raros diante da escala atual.

Em outro caso, o gerente Victor Pacheco, de 23 anos, relata que a mãe, que trabalha sob a mesma escala em uma fábrica, enfrenta longos deslocamentos e jornadas exaustivas. Ele destaca que o tempo reduzido dificulta encontros frequentes entre eles, que dependem de folgas coincidentes para se verem.

Em São Paulo, trabalhadores também comemoraram a mudança. Flávio Antunes, funcionário do comércio, afirma que pretende dedicar mais tempo ao filho e à esposa com a possível nova rotina. Já a vigilante Celma Araújo destaca que familiares que trabalham na escala 6×1 enfrentam dificuldade para participar de eventos e atividades sociais.

O porteiro Everton França, que deixou a profissão de metalúrgico devido à rotina intensa, avalia que a mudança pode abrir novas oportunidades de trabalho e até permitir seu retorno à área de formação, agora com uma escala mais equilibrada.

Em diferentes relatos, o ponto comum é a expectativa de maior convivência familiar, mais tempo para lazer e, em alguns casos, retomada de estudos ou qualificação profissional, com a reorganização da jornada semanal.

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