A Caixa Econômica Federal conclui nesta sexta-feira (29) o pagamento da parcela de maio do Bolsa Família, encerrando o calendário do mês para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0.
O benefício tem valor mínimo de R$ 600, mas, com os adicionais previstos pelo programa, o valor médio registrado neste mês é de R$ 678,01. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa atende 19,08 milhões de famílias, com um investimento total de R$ 12,9 bilhões em maio.
Além do valor base, o Bolsa Família inclui pagamentos complementares. Entre eles estão o Benefício Variável Familiar Nutriz, que garante seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses, além de adicionais de R$ 50 para gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 para crianças de até seis anos.
O cronograma tradicional do programa ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre datas, valores e composição do benefício podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem, utilizado para acompanhar as contas digitais da Caixa Econômica Federal.
Pagamento unificado
Em maio, beneficiários de 217 municípios de nove estados receberam o pagamento de forma antecipada, independentemente do NIS. A medida contemplou principalmente cidades do Rio Grande do Norte, além de localidades no Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.
Essas regiões foram incluídas devido a situações de emergência, como estiagens, enchentes ou presença de populações indígenas em vulnerabilidade. A lista completa dos municípios com pagamento antecipado é divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, o programa não aplica mais o desconto do Seguro Defeso, após mudanças estabelecidas em lei federal que reestruturou o Bolsa Família. O benefício é destinado a trabalhadores da pesca artesanal durante o período de defeso.
Regra de proteção
Cerca de 2,26 milhões de famílias estão atualmente enquadradas na regra de proteção. Esse mecanismo permite que famílias que aumentaram a renda continuem recebendo 50% do benefício por até dois anos, desde que a renda per capita não ultrapasse R$ 706.
Em maio, 159.248 novas famílias passaram a integrar essa condição após melhoria de renda. Em 2025, houve alteração no tempo de permanência na regra, reduzido de dois para um ano para novos ingressos a partir de junho, mantendo o prazo anterior para quem já estava no programa até maio.
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