DPU aciona Justiça para garantir funcionamento do BRT em grandes eventos em Belém

A Defensoria Pública da União acionou a Justiça para assegurar que o sistema BRT de Belém opere plenamente durante eventos como o Círio de Nazaré, jogos no Mangueirão e a COP30.

A Defensoria Pública da União (DPU) ingressou com uma ação civil pública contra o município de Belém para garantir o funcionamento integral do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) em dias de grandes eventos, como o Círio de Nazaré, partidas de futebol no Estádio do Mangueirão e a COP30, prevista para novembro.

A ação também foi movida contra a União, o Estado do Pará e a Caixa Econômica Federal (CEF). O órgão pede, em caráter de urgência, que todas as estações do BRT — especialmente a Estação Mangueirão — sejam abertas e operadas com frota suficiente para atender a população. Caso a determinação não seja cumprida, a DPU solicita a aplicação de multa diária.

Com cerca de 38 km de extensão, o sistema conta com 22 pontos de transbordo, incluindo 18 estações e quatro terminais, integrando diferentes regiões da capital. A medida da DPU foi motivada por constatações de que a Estação Mangueirão permanecia fechada durante eventos de grande porte, como jogos que reúnem até 49 mil torcedores, o que gera transtornos e insegurança para os usuários.

Mesmo após o município reconhecer a necessidade de manter o terminal aberto e prometer soluções, a Defensoria verificou, em abril de 2025, que a estação continuava inoperante. A Secretaria de Mobilidade Urbana (SEGBEL) justificou o fechamento alegando limitações operacionais, frota reduzida e riscos de vandalismo.

Para o defensor regional de Direitos Humanos no Pará, Marcos Wagner Teixeira, essas justificativas não isentam o poder público de garantir a mobilidade urbana. Segundo ele, a paralisação do serviço em dias de alta demanda causa superlotação, atrasos e violações ao direito de ir e vir, afetando milhares de cidadãos e visitantes.

“É essencial assegurar o funcionamento integral do sistema BRT durante grandes eventos, sob pena de perpetuar prejuízos à coletividade”, afirmou Teixeira.

Além do funcionamento do BRT, a DPU solicita a condenação do município de Belém ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e sociais, além da responsabilidade solidária dos demais réus pelo pagamento de custas e despesas processuais.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.