O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (12) que a Polícia Federal (PF) encaminhe à Corte os dados extraídos dos celulares apreendidos durante a investigação que apura fraudes no Banco Master, instituição que teve a liquidação decretada pelo Banco Central.
A decisão foi tomada após pedido das defesas dos investigados. A medida ocorre depois de a PF informar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que identificou uma menção ao nome de Toffoli em mensagem encontrada no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido durante as buscas. O conteúdo da citação está sob segredo de Justiça.
Na determinação, Toffoli também solicitou o envio dos laudos periciais já produzidos e de outras mídias eletrônicas recolhidas ao longo da apuração.
No mês anterior, o ministro passou a ser alvo de questionamentos por permanecer como relator do caso após reportagens apontarem que a PF encontrou possíveis irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertence a familiares do ministro.
Em nota divulgada à imprensa, Toffoli confirmou ser um dos sócios do resort e afirmou que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.
Pedido de suspeição
Após ser comunicada sobre a menção ao nome do ministro, a presidência do STF instaurou procedimento interno para analisar eventual suspeição. Fachin determinou a notificação de Toffoli para que apresente manifestação. A decisão sobre a permanência do ministro na relatoria da investigação caberá ao presidente da Corte.
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