O debate sobre a gestão do Samu voltou ao centro das discussões em Mato Grosso após uma nova cobrança do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma/MT) por ajustes em um termo de cooperação técnica.
Pedido de revisão do termo do Samu
O presidente do Sisma/MT, Carlos Mesquita de Magalhães, esteve na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (6) para entregar um ofício solicitando a revisão do Termo de Cooperação Técnica nº 045/SES/SESP, que trata da gestão do Samu.
Segundo o sindicato, o documento apresenta inconsistências que podem comprometer o funcionamento do serviço de urgência e emergência, especialmente na definição das responsabilidades de gestão.
Apoio da ALMT e recontratação de profissionais
Durante a entrega do documento, o Sisma/MT também agradeceu a atuação da ALMT nas negociações com o Governo do Estado, que resultaram na recontratação de 56 profissionais do Samu.
De acordo com o sindicato, os trabalhadores já estão em fase de entrega de documentação para retorno às atividades, o que foi considerado um avanço nas tratativas recentes.
Críticas ao modelo de gestão do Samu
O ponto central da discussão envolve a forma de gestão do serviço. O Sisma/MT afirma que há problemas estruturais no termo de cooperação, apontados inclusive por relatório técnico do Ministério da Saúde após visita realizada em abril.
- Possíveis falhas na gestão do atendimento pré-hospitalar;
- Questionamentos sobre a divisão de responsabilidades entre órgãos;
- Risco de descumprimento de diretrizes do SUS.
Para o sindicato, a administração do Samu deve permanecer sob responsabilidade integral da Secretaria de Estado de Saúde, garantindo maior eficiência e segurança no atendimento.
Posição dos parlamentares
O presidente da ALMT, deputado Max Russi, afirmou que o Parlamento seguirá atuando como mediador das demandas e reforçou a importância de um atendimento rápido e eficiente no Samu.
Já o deputado Dejamir Soares destacou que alterações na gestão podem impactar até mesmo o repasse de incentivos federais, caso normas do Ministério da Saúde não sejam cumpridas.
Próximos passos
O Sisma/MT informou que continuará acompanhando a revisão do termo de cooperação e cobrando providências do Governo do Estado. A entidade reforça que, apesar da recontratação dos profissionais, a reestruturação da gestão do Samu é considerada essencial para garantir estabilidade e qualidade no atendimento à população.
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