Lepas L6 PHEV mostra sua proposta em viagem pela China

SUV híbrido plug-in percorreu 650 quilômetros entre Xangai e Wuhu e confirmou média de consumo durante avaliação

O Lepas L6 PHEV mostrou suas características de condução durante uma avaliação de aproximadamente 650 quilômetros entre Xangai e Wuhu, na China. Durante dois dias, assumi o volante do SUV híbrido plug-in que chegará ao mercado brasileiro em 2027 e pude conhecer seu comportamento em cidades, rodovias e diferentes condições de circulação. A experiência aconteceu a cerca de 18 mil quilômetros do Brasil e foi diferente de todas as avaliações que realizei até hoje.

SUV híbrido plug-in percorreu 650 quilômetros entre Xangai e Wuhu e confirmou média de consumo durante avaliação

Lepas L6 PHEV mostra sua proposta em viagem pela China   Divulgação (10)
Lepas L6 PHEV mostra sua proposta em viagem pela China Divulgação (10)

O modelo reúne motor a combustão e propulsão elétrica, suspensão independente nas quatro rodas, sistemas de assistência à condução e equipamentos de conectividade. Ao longo do percurso, encontrei respostas consistentes da direção, funcionamento progressivo do sistema híbrido e comportamento da suspensão que conciliou conforto e controle dos movimentos da carroceria.

A Lepas é uma marca do Grupo Chery, apresentada internacionalmente em abril de 2025, com atuação direcionada ao segmento premium e aos veículos eletrificados. Seu nome combina as palavras inglesas “leap”, associada a salto, e “passion”, paixão. A fabricante possui identidade própria e organiza seu portfólio em modelos como L4, L6 e L8.

A chegada ao Brasil está prevista para 2027, quando a Lepas encontrará um mercado com diferentes SUVs híbridos e elétricos. Fabricantes chinesas já ampliaram suas operações no País e oferecem veículos com propostas distintas de tecnologia, motorização e equipamentos. Depois de dirigir o L6 PHEV durante dois dias, considero que o modelo apresenta características para participar dessa disputa.

Antes de começar a avaliação, precisei obter uma habilitação chinesa, exigência para dirigir durante a programação. Com a documentação resolvida, iniciei o percurso em Xangai, onde o trânsito permitiu conhecer as respostas do conjunto mecânico em baixas velocidades. A transição entre propulsão elétrica e motor a combustão ocorreu de maneira progressiva, sem exigir intervenções constantes do motorista.

Lepas L6 PHEV mostra sua proposta em viagem pela China

Lepas L6 PHEV mostra sua proposta em viagem pela China   Divulgação (11)
Lepas L6 PHEV mostra sua proposta em viagem pela China Divulgação (11)

Durante os aproximadamente 650 quilômetros, dividi a direção com Fernando Naccari, do iG, e Jason Vogel, do Motor1. A companhia dos dois jornalistas contribuiu para ampliar o conhecimento sobre o veículo. A cada troca de motorista, conversamos sobre direção, suspensão, desempenho, ergonomia e equipamentos, comparando as impressões obtidas em diferentes momentos da viagem.

O roteiro começou em Xangai, passou pela ponte Minpu e pelas áreas de serviço de Deqing e Tonglu. Depois seguimos pela região do lago Qiandao, atravessamos a ponte sobre o lago e fizemos uma parada no Qiandao Lake Hilton. O percurso continuou pela região de She County, Ningguo e Xinzhou até chegar a Wuhu.

As estradas chinesas merecem destaque. Encontrei pavimentação, sinalização e organização viária que contribuíram para a condução durante os dois dias. A qualidade dos trechos percorridos permitiu manter o ritmo da viagem e observar o comportamento do L6 PHEV em curvas, mudanças de faixa e velocidades rodoviárias.

O sistema híbrido combina motor a combustão e propulsão elétrica. O motor apresenta eficiência térmica de 44,5%, enquanto o consumo de referência é de 5,9 litros por 100 quilômetros no ciclo WLTC, equivalente a aproximadamente 16,9 km/l. Durante nossa avaliação, essa média foi confirmada, resultado que considero um dos pontos positivos do modelo.

A autonomia combinada chega a 1.058 quilômetros no ciclo WLTC. Essa característica permite utilizar o veículo em viagens sem depender exclusivamente de pontos de recarga. Para quem pretende alternar deslocamentos urbanos e rodoviários, a combinação entre eletricidade e combustível oferece possibilidades de utilização que considero importantes na escolha de um automóvel eletrificado.

O comportamento da suspensão também merece reconhecimento. O L6 utiliza conjunto independente nas quatro rodas, com calibração desenvolvida com participação da engenharia europeia. Durante o percurso, encontrei respostas consistentes da direção e controle dos movimentos da carroceria, tanto nas mudanças de faixa quanto nas curvas. O conjunto conseguiu conciliar conforto para os ocupantes e comportamento adequado às velocidades praticadas.

Na cabine, o Lepas L6 PHEV oferece painel digital de 8,88 polegadas e central multimídia de 13,2 polegadas, com resolução 2K e processador Snapdragon 8155. A organização dos comandos contribuiu para a utilização durante os dois dias, especialmente nos momentos em que alternávamos a direção.

O pacote de assistência reúne controle de cruzeiro adaptativo, assistência em congestionamentos, manutenção de faixa, frenagem automática de emergência e monitoramento de ponto cego. Esses recursos integram a proposta tecnológica do modelo e participam da experiência de condução em diferentes condições de trânsito.

O L6 PHEV também dispõe de teto panorâmico de 1,12 metro quadrado, climatização, filtragem do ar e sete airbags. O espaço interno e a configuração da cabine atenderam às necessidades da viagem, incluindo os momentos em que os três jornalistas alternaram posições entre motorista e passageiros.

A experiência mostrou um veículo que entrega qualidade de condução, tecnologia e conforto. O funcionamento do sistema híbrido, o comportamento da suspensão e a organização dos equipamentos contribuíram para uma avaliação positiva ao longo dos 650 quilômetros. A chegada ao Brasil em 2027 colocará o L6 PHEV diante de concorrentes que também oferecem diferentes soluções de eletrificação.

Ao concluir minha avaliação do Lepas L6 PHEV, três pontos ficaram em evidência. O primeiro é o sistema híbrido, que apresentou funcionamento progressivo e confirmou a média de consumo de 16,9 km/l durante o percurso. O segundo é o comportamento da suspensão, que conciliou conforto e controle da carroceria. O terceiro é o conjunto de conectividade e assistência à condução. Como ponto que pode ser melhorado, considero o acabamento interno. A cabine apresenta qualidade, mas uma marca que pretende disputar espaço no segmento premium ainda pode evoluir na escolha e apresentação de alguns materiais.

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