A Chevrolet S10 2027 chega ao mercado brasileiro com seis versões enquanto a Trail Boss amplia a proposta da picape para quem alterna viagens, asfalto e terrenos irregulares. Avaliei essa configuração entre São Paulo, rodovias do interior e a região da Pedra Grande, em Atibaia, para entender como motor Duramax 2.8 turbodiesel, transmissão automática de oito marchas, tração 4×4 e preparação específica trabalham em diferentes condições.
Versão Trail Boss combina motor Duramax de 207 cv, tração 4×4 e preparação de fábrica para percursos fora do asfalto

A linha reúne Cabine Simples, WT AT, LTZ, Z71, Trail Boss e High Country, atendendo desde aplicações de trabalho até o uso pessoal. A Trail Boss ocupa uma posição específica nessa gama ao combinar o Duramax de 207 cv e cerca de 510 Nm com suspensão Ironman, pneus Pirelli Scorpion All-Terrain e alterações destinadas ao uso fora do asfalto.
Essa diversidade também acompanha a disputa entre as picapes médias. De janeiro a agosto, a Toyota Hilux registrou 30.207 emplacamentos, seguida pela Ford Ranger, com 23.506, e pela Chevrolet S10, com 20.330. Mitsubishi Triton soma 8.464 unidades e GWM Poer P30, 4.542.
Na Trail Boss, a suspensão utiliza molas e amortecedores recalibrados, enquanto a dianteira fica aproximadamente 30 mm mais elevada. O resultado é um vão livre de 324 mm, com ângulo de ataque de 32,5 graus e ângulo de saída de 22,9 graus. Os pneus de 18 polegadas completam a preparação.
Protetor de caçamba Multiflex e santantônio estendido também integram a configuração. A proposta é oferecer uma S10 preparada de fábrica para condições diferentes daquelas encontradas no asfalto, sem eliminar sua utilização para carga, viagens ou atividades cotidianas.
Chevrolet S10 2027 amplia opções entre asfalto e terra

Comecei minha avaliação em São Paulo, mas passei pouco tempo com a picape na rotina urbana. Continuo considerando que um veículo desse porte não é a opção mais adequada para quem concentra seus deslocamentos na cidade. Dimensões e espaço necessário para estacionar fazem mais sentido quando o proprietário também utiliza carga, viaja ou circula fora do asfalto.
A direção elétrica progressiva ajuda a reduzir parte dessas dificuldades nas manobras. Câmera de ré e sistemas eletrônicos também auxiliam nos espaços menores. O painel digital tem oito polegadas e trabalha ao lado da central multimídia MyLink de 11 polegadas.
OnStar, Wi-Fi, integração com smartphones e carregamento sem fio fazem parte do conjunto. Algumas funções também podem ser comandadas remotamente pelo aplicativo da Chevrolet, acrescentando recursos de conectividade à utilização diária.
Foi quando deixei São Paulo e segui em direção ao interior que encontrei um cenário mais adequado para conhecer a Trail Boss. Em velocidade rodoviária, o motor Duramax trabalha associado à transmissão automática de oito marchas, enquanto os cerca de 510 Nm participam das retomadas e ultrapassagens.
A preparação da suspensão também pode ser percebida no asfalto. Molas e amortecedores específicos precisam conciliar o comportamento rodoviário com a necessidade de preservar curso de suspensão para situações nas quais o piso apresenta irregularidades maiores.
Na Pedra Grande, em Atibaia, tive a oportunidade de deixar o asfalto. O local está passando por revitalização e atualmente apresenta poucos trechos que permitam uma avaliação fora de estrada mais exigente. Por isso, o percurso não deve ser entendido como um teste dos limites da Trail Boss.
Ainda assim, foi possível perceber a função dos componentes específicos. Os pneus Pirelli Scorpion All-Terrain, os 324 mm de vão livre e a tração 4×4 ganham participação quando o piso muda. O seletor permite utilizar 4×2, 4×4 ou reduzida de acordo com a necessidade.
A experiência também mostrou uma vantagem de receber essa preparação diretamente de fábrica. O proprietário encontra suspensão, pneus e altura livre já integrados ao projeto, sem precisar recorrer posteriormente a modificações para adaptar a picape a esse tipo de utilização.
Ao mesmo tempo, a Trail Boss mantém a função de transportar carga. A caçamba com protetor Multiflex pode receber organizadores, divisórias e suportes, enquanto a Chevrolet relaciona a configuração ao transporte de bicicletas, motos e equipamentos utilizados em atividades fora de estrada.
Dentro da própria linha, a Trail Boss também precisa se diferenciar da Z71. A preparação mecânica voltada a terrenos irregulares é um dos principais elementos dessa separação, enquanto High Country, LTZ, WT e Cabine Simples atendem outras propostas.
Ao concluir minha avaliação da Chevrolet S10 Trail Boss 2027, três pontos ficaram em evidência. O primeiro é a preparação formada por suspensão Ironman, maior vão livre e pneus Pirelli Scorpion All-Terrain. O segundo é o Duramax 2.8 turbodiesel de 207 cv e cerca de 510 Nm associado à transmissão de oito marchas e tração 4×4 com reduzida. O terceiro é receber esse conjunto diretamente de fábrica.
Como ponto que pode ser melhorado, considero o banco do motorista. Tive dificuldade para encontrar a posição adequada e, quando o ajuste não fica correto, o incômodo aparece depois de algum tempo ao volante. Para uma versão com a proposta da Trail Boss, a regulagem elétrica facilitaria encontrar e reproduzir a posição de condução. Depois da experiência entre São Paulo, rodovias e Pedra Grande, percebi que a principal diferença dessa S10 está justamente nos componentes que permitem deixar o asfalto quando a utilização exige.
Notas Rápidas, por Sérgio Dias
Sistema TAIYO amplia aproveitamento dos pneus para ônibus
A Dunlop relaciona a escolha dos pneus aos custos e à disponibilidade das frotas de ônibus ao considerar rendimento por quilômetro, recapagem, consumo de combustível e paradas para manutenção. A fabricante oferece os modelos SP176 e SP320 para aplicações urbanas e rodoviárias e utiliza o sistema TAIYO na produção dos componentes.
A proposta desloca a análise do preço de aquisição para o custo por quilômetro rodado. Esse indicador considera a distância percorrida na primeira utilização, o potencial de recapagem e os gastos associados a combustível, substituições e interrupções. O objetivo é acompanhar o pneu.
Iveco Bus 17-280 amplia presença em operação de fretamento
A Alexandre Fretamento e Turismo renovou sua frota com seis chassis Iveco Bus 17-280, incluindo unidades equipadas com suspensão pneumática Full Air. A aquisição eleva para 18 o número de veículos da marca operados pela empresa de São José, em Santa Catarina, e mantém uma relação comercial iniciada em 2016 para atender serviços de fretamento e turismo.
“O produto da Iveco Bus entrega excelente relação custo x benefício”, afirma José Marciel Neis, sócio-administrador da Alexandre Fretamento e Turismo. Segundo o empresário, a continuidade das compras considera os resultados de consumo, o valor do chassi e a avaliação dos motoristas sobre as condições de condução durante a operação.
Omoda & Jaecoo prepara sete lançamentos para o Brasil em 2027
A Omoda & Jaecoo anunciou sete lançamentos para 2027 no Brasil, entre modelos e versões, para ampliar sua atuação do segmento A0 aos utilitários esportivos dos segmentos B, C, D e E. O plano terá o Omoda 4 entre seus produtos e prevê opções de motorização eletrificada.
“Estamos construindo uma operação de longo prazo no Brasil e 2027 marcará um momento muito importante para a nossa trajetória. Com sete lançamentos previstos, ampliaremos significativamente nossa presença no mercado brasileiro, oferecendo aos consumidores mais opções de tecnologia, eletrificação, design e inovação”, afirma Peng Hu, CEO do Chery International Group no Brasil.
Primeiro modelo da IM Motors abre pré-reserva no Brasil
A MG Motor Brasil abriu a pré-reserva do IM6 em seu site oficial, antes do início das vendas previsto para o fim de 2026. O SUV elétrico será o primeiro modelo da IM Motors comercializado no país e integrará a expansão da marca no segmento de veículos elétricos de luxo.
“O início das reservas do IM6 marca a chegada de um produto que sintetiza o topo da inovação e do design do grupo SAIC Motor”, afirma Thiago Marques, responsável pelo Marketing da MG Motor Brasil. Desempenho, autonomia, condução e conectividade formam a proposta apresentada aos consumidores brasileiros.
Toyota amplia linha do Corolla Cross com nova versão híbrida flex
A Toyota lançará o Corolla Cross XRV Hybrid por R$ 213.990 no Brasil, com as primeiras unidades previstas para a segunda quinzena de outubro. A versão combina o pacote de equipamentos da XRE com o conjunto híbrido flex da XRX Hybrid e passa a ocupar a posição de entrada da tecnologia eletrificada na linha do SUV.
A chegada do XRV Hybrid cria uma etapa entre as configurações a combustão e a XRX Hybrid. O modelo será comercializado em mais de 300 concessionárias em todo o território nacional e amplia a gama formada por XRE, XRX, GR-Sport, XRV Hybrid e XRX Hybrid, oferecendo outra combinação de motorização, equipamentos, segurança e serviços.
Ford seleciona universitários para estágio em nove áreas
A Ford abriu 40 vagas para o Programa de Estágio 2027.1 nas unidades de Camaçari, na Bahia, e de São Paulo e Tatuí, em São Paulo. Universitários podem se inscrever até 31 de outubro de 2026 no site https://jobs.i-hunter.com/ford/programa/estagio202701 para iniciar as atividades em janeiro de 2027.
“Estamos em busca de novos talentos dispostos a aprender, aceitar desafios e fazer parte deste momento de grande transformação da indústria automotiva e da mobilidade”, afirma Cintia Salmazo, diretora de Recursos Humanos, Talento, Diversidade, Equidade e Inclusão e Cultura da Ford América do Sul.
Leapmotor amplia linha REEV com o B10 Ultra-Híbrido 2027
A Leapmotor lança no Brasil o B10 Ultra-Híbrido 2027 por R$ 179.990, em versão única, após apresentar o SUV no Festival Interlagos 2026. O modelo amplia a oferta nacional da tecnologia REEV ao combinar tração elétrica, bateria recarregável e um motor a gasolina utilizado como gerador, com autonomia declarada de 900 quilômetros no ciclo WLTP.
“A chegada do B10 Ultra-Híbrido em nossa gama faz com que a Leapmotor, pioneira da tecnologia REEV entre os SUVs no Brasil, passe também a ser a única a oferecer esse sistema em toda a sua gama”, afirma Felipe Daemon, responsável pela Leapmotor na América do Sul.
Mercedes-Benz celebra sete décadas de operação no Brasil
A Mercedes-Benz do Brasil celebra 70 anos de operação no país após iniciar, em 28 de setembro de 1956, a produção na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A trajetória reúne fabricação, engenharia, exportações e atendimento ao transporte de cargas e passageiros, com participação na expansão da indústria automotiva nacional.
“O Brasil ocupa uma posição estratégica dentro da Daimler Truck. Nossa operação reúne capacidade industrial, engenharia de excelência, desenvolvimento tecnológico e profundo conhecimento dos clientes”, destaca Denis Güven, presidente e CEO da Mercedes-Benz América Latina, África e Oriente Médio. O executivo reafirma o compromisso da empresa com investimentos no país.
Ruídos nas rodas indicam quando verificar os rolamentos
Os rolamentos de roda exigem inspeção periódica para que ruídos, vibrações e folgas sejam identificados antes de comprometerem outros componentes do veículo. A recomendação é verificar as quatro rodas a cada 20 mil quilômetros, com equipamento apropriado, porque não existe uma quilometragem única que determine o momento da substituição.
“Não existe uma quilometragem exata para a troca do rolamento de roda, devido a uma série de fatores, variáveis e condições externas”, afirma Helber Antonio, engenheiro de Aplicação da SKF. Segundo o especialista, a avaliação preventiva deve utilizar estetoscópio analógico ou digital para localizar o início da falha.
Foton multiplica estoque de peças e reduz espera nas oficinas
A Foton ampliou o estoque nacional de peças de cerca de 7 mil itens, em 2025, para mais de 165 mil atualmente no Centro de Distribuição de Itajaí, em Santa Catarina. A medida acompanha o crescimento da frota da marca no Brasil, reduz em aproximadamente 50% o prazo médio entre pedido e entrega às concessionárias e diminui em 60% o tempo de veículos parados nas oficinas.
“O crescimento da disponibilidade de peças é uma resposta direta à evolução da Foton no mercado brasileiro”, afirma Fábio Pontes, diretor de Operações da Foton no Brasil. Segundo o executivo, a expansão da frota exige que a estrutura de pós-venda avance no mesmo ritmo, com foco na agilidade da rede e na redução do período destinado à manutenção.
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