Problemas em espigas de milho exigem monitoramento e diagnóstico fitossanitário, alerta Fundação Rio Verde

Análises realizadas pela Clínica de Plantas da Fundação Rio Verde identificaram diferentes agentes associados a danos em espigas de milho, reforçando a necessidade de monitoramento e diagnóstico para a tomada de decisão no campo.

Produtores de milho de diferentes regiões de Mato Grosso têm relatado, nas últimas semanas, a ocorrência de espigas com sintomas que chamam a atenção no campo. Entre os principais sinais e sintomas observados estão a presença de uma massa fúngica de coloração salmão sobre os grãos e espigas, manchas claras na palha da espiga, delimitadas por bordas marrom e aumento da ocorrência de grãos avariados, comprometendo a qualidade da produção.

Diante desses registros, a Clínica de Plantas da Fundação Rio Verde intensificou a análise das amostras recebidas durante a safrinha de 2026.

“Até o mês de maio, foram processadas 85 amostras de milho, das quais 14 apresentaram a presença do fungo Waitea zeae, responsável pela chamada podridão salmão da espiga. O número representa 16,5% do total avaliado até o momento”, explica a coordenadora do Departamento de Fitopatologia da Fundação Rio Verde, Luana Belufi.

Segundo a pesquisadora da Clínica de Plantas da Fundação Rio Verde, Isabela Ulsenheimer, entre as amostras positivas, a maior parte dos casos foi identificada em espigas, demonstrando que, nas amostras avaliadas, o patógeno esteve predominantemente associado a esse órgão da planta.

As amostras positivas foram provenientes de diferentes regiões produtoras do estado. Entre os casos identificados, destacaram-se Ipiranga do Norte (28,6%) e Alta Floresta (21,4%), seguidos por Sinop (14,3%), Tabaporã (14,3%), Tapurah (7,1%), Itanhangá (7,1%) e Nova Maringá (7,1%).

“É importante ressaltar que esses percentuais representam a distribuição das amostras positivas recebidas pela Clínica de Plantas da Fundação e não a incidência da ocorrência da doença nas lavouras desses municípios”, alerta Isabela.

Embora os casos tenham chamado a atenção dos produtores nesta safra, as pesquisadoras ressaltam que ainda são necessários estudos complementares para compreender os fatores que podem estar associados à ocorrência observada.

“A análise laboratorial permite identificar corretamente os agentes envolvidos, evitando interpretações equivocadas e contribuindo para recomendações técnicas mais assertivas. Além disso, os levantamentos realizados pela Clínica de Plantas e os estudos conduzidos pela Fundação Rio Verde têm como objetivo ampliar o conhecimento sobre esses problemas, compreender sua importância para a cultura e gerar informações que contribuam para o desenvolvimento de estratégias de manejo cada vez mais eficientes para os produtores”, conclui Luana Belufi.

Para Isabela, o principal desafio neste momento é o diagnóstico correto dos problemas observados no campo. “Muitas doenças podem apresentar sintomas semelhantes nas espigas. É importante destacar que Waitea zeae não é o único agente capaz de causar problemas em espigas de milho. Diversos fungos podem estar envolvidos em podridões de espiga e danos aos grãos, incluindo espécies dos gêneros Fusarium e Stenocarpella (Diplodia). Por isso, o monitoramento das lavouras e a análise laboratorial das amostras são fundamentais”, destaca a pesquisadora.

As pesquisadoras da Fundação Rio Verde reforçam que o diagnóstico fitopatológico é uma ferramenta essencial para compreender a origem dos danos e apoiar a tomada de decisão nas lavouras.

“A análise laboratorial permite identificar corretamente os agentes envolvidos, evitando interpretações equivocadas e contribuindo para recomendações técnicas mais assertivas”, conclui Luana Belufi.

Fundação Rio Verde

Os estudos desenvolvidos pela Fundação de Pesquisa Rio Verde representam a construção de soluções adaptadas à realidade mato-grossense.

Para mais informações entre em contato com a Fundação Rio Verde de segunda à sexta-feira, das 7:30 às 11:30 e das 13:00 às 17:30, pelos telefones (65) 9 9995-7407 e (65) 9 9997-3597.

Fundação Rio Verde está localizada na Rodovia da Mudança – MT449, km 08 em Lucas do Rio Verde – MT.

(com Assessoria/Verbo Press)

DISPONÍVEL
Alta Floresta
36,30
-0,14
Alto Araguaia
43,30
-0,35
Alto Garças
43,25
-0,35
Campo Novo do Parecis
41,90
-0,36
Campo Verde
43,40
-0,23
Campos de Júlio
41,95
-0,12
Canarana
41,30
-0,48
Diamantino
42,60
-0,23
Ipiranga do Norte
38,15
-0,39
Lucas do Rio Verde
38,35
-0,39
Mato Grosso
40,52
-0,30
Matupá
36,50
-0,54
Nova Mutum
38,80
-0,13
Nova Ubiratã
38,30
-0,26
Porto dos Gaúchos
37,20
-0,27
Primavera do Leste
43,60
-0,23
Querência
40,65
-0,25
Rondonópolis
44,75
-0,33
Sapezal
42,30
-0,47
Sinop
39,90
-0,37
Sorriso
40,70
-0,37
Tangará da Serra
42,70
-0,23
Vila Rica
39,75
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
26,00
2,13
Alto Araguaia
42,25
1,30
Campo Novo do Parecis
33,32
1,65
Campo Verde
36,96
1,49
Campos de Júlio
30,96
1,80
Canarana
34,02
1,62
Diamantino
33,01
1,69
Ipiranga do Norte
30,71
1,80
Lucas do Rio Verde
32,82
1,70
Mato Grosso
33,34
1,65
Nova Mutum
32,09
1,72
Nova Ubiratã
30,97
1,80
Porto dos Gaúchos
43,87
1,26
Primavera do Leste
36,98
1,50
Querência
32,27
1,71
Rondonópolis
38,75
1,42
Sapezal
31,78
1,73
Sinop
30,64
1,81
Sorriso
31,88
1,73
Tangará da Serra
32,39
1,72
Vila Rica
39,90
1,39
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
503,75
1,40
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
305,40
5,06
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
188,95
-1,24
Campo Novo do Parecis - Santos
512,50
-0,48
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,67
-0,02
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
98,33
6,01
Campo Verde - Santos
430,00
1,87
Canarana - Alto Araguaia
190,00
1,81
Canarana - Paranaguá
455,00
0,03
Canarana - Santos
470,54
0,63
Canarana - Uberlândia
290,00
-2,25
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
461,00
0,61
Diamantino - Rondonópolis
161,00
4,43
Diamantino - Santos
490,83
0,84
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
391,67
-0,92
Rondonópolis - Santos
405,00
-1,16
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,00
-0,53
Sorriso - Miritituba
334,26
1,66
Sorriso - Paranaguá
509,17
-1,60
Sorriso - Rondonópolis
182,50
1,17
Sorriso - Santos
522,60
-1,67
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
47,92
10,06
Mato Grosso
47,30
7,26
Médio-Norte
48,66
7,23
Nordeste
48,39
9,17
Noroeste
48,91
7,99
Norte
46,63
3,08
Oeste
44,02
3,50
Sudeste
43,35
7,87
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,43
-2,55
Mato Grosso
43,52
-2,53
Médio-Norte
42,97
-4,56
Nordeste
41,90
-1,02
Noroeste
42,62
-6,12
Norte
42,80
0,28
Oeste
43,33
-2,20
Sudeste
46,09
1,23
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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