Na Febrasem, Famato aponta tecnologia como base da produtividade agrícola de MT

A abertura da 5ª edição da Feira Brasileira de Sementes (Febrasem 2026), realizada nesta quarta-feira (17), em Rondonópolis, destacou os desafios da cadeia produtiva de sementes e a importância da integração entre produtores, empresas, pesquisadores e entidades do agronegócio. Promovido pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), o evento tem como tema “A Semente é o Elo” e reúne, durante dois dias, lideranças nacionais do setor sementeiro.

Durante a solenidade, o presidente da Aprosmat, Nelson Croda, afirmou que a feira foi concebida para aproximar os diferentes elos da cadeia e estimular debates voltados às demandas do produtor de grãos brasileiro. Segundo ele, a Febrasem tem o papel de reunir lideranças do setor para transformar desafios em oportunidades.

“Na Febrasem conseguimos reunir os líderes das companhias do Brasil inteiro. Como sementeiros e produtores, precisamos nos unir e buscar o diálogo para termos uma convergência e transformarmos esses desafios em oportunidades para o setor. “Temos que unir todos os elos e fortalecer a cadeia produtiva de sementes”, pontuou Croda.

Na sequência, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, defendeu a valorização dos sementeiros e afirmou que o avanço da produtividade em Mato Grosso está diretamente ligado ao investimento em pesquisa, inovação, melhoramento genético, tecnologia e qualificação profissional.

O presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Beto Torremocha, destacou a importância das parcerias entre as entidades. “Mato Grosso alcançou os índices de produtividade que apresenta hoje porque houve um trabalho consistente de desenvolvimento tecnológico. Os sementeiros buscaram os parceiros certos, investiram em conhecimento e entregaram aos produtores as ferramentas necessárias para produzir mais e melhor”, afirmou.

Vilmondes também destacou que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo, o estado não vive uma crise de produção, mas de mercado. De acordo com ele, a renda do produtor está pressionada, mas o campo segue ativo, com planejamento para a próxima safra e disposição para continuar investindo. Além disso, o presidente da Famato afirmou que a cadeia de sementes teve papel decisivo na consolidação de Mato Grosso como um dos principais polos agrícolas do país. Para ele, o trabalho desenvolvido pelos sementeiros contribuiu para que os produtores tivessem acesso a materiais mais eficientes e adaptados às necessidades do campo.

“Os sementeiros de Mato Grosso souberam desenvolver, buscar os parceiros certos e entregar aos produtores rurais materiais que permitiram alcançar produtividades cada vez maiores. Sem esse trabalho, talvez o estado não estivesse tão à frente em desenvolvimento e produtividade”, destacou, ao ressaltar a organização das cadeias produtivas em Mato Grosso e o papel das entidades representativas na construção de soluções para o setor.

A programação da manhã foi encerrada com um painel sobre a dinâmica do reconhecimento da propriedade intelectual nos negócios de sementes. A proposta da Febrasem 2026 é conectar informação técnica à realidade prática do campo, com debates sobre biotecnologia, sustentabilidade, inovação digital, produtividade e os desafios da produção de sementes no Brasil.

Também participaram da abertura o diretor de Relações Institucionais da Famato, Ronaldo Vinha; o diretor Administrativo e Financeiro da entidade, Robson Marques; o presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Beto Torremocha; representantes da Aprosmat, autoridades públicas, empresários e lideranças do agronegócio.

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