O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul continua operando com baixa liquidez, mesmo diante de um leve aumento na oferta. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, a necessidade de capitalização por parte dos produtores e o avanço da colheita da safra 2025/26 têm levado mais produto ao mercado, mas sem impacto significativo no volume de negócios.
A comercialização permanece limitada, refletindo um cenário de cautela entre os agentes e dificuldade de escoamento da produção.
Exportações em queda pressionam o setor
Um dos principais fatores que explicam o ritmo lento nas negociações é a retração das exportações brasileiras. Dados da Secretaria de Comércio Exterior apontam que os embarques de arroz somaram 78,79 mil toneladas em abril, o menor volume registrado desde fevereiro de 2025.
O resultado representa uma queda expressiva de 67,27% em relação a março e retração de 6,04% frente ao mesmo período do ano passado, evidenciando a perda de dinamismo do mercado externo no curto prazo.
Demanda interna enfraquecida agrava cenário
Além do desempenho negativo das exportações, a demanda doméstica por arroz beneficiado também segue enfraquecida, contribuindo para manter o ambiente pressionado ao longo de toda a cadeia produtiva.
Esse contexto reduz o poder de negociação dos produtores e dificulta a formação de preços mais atrativos, reforçando o cenário de baixa liquidez observado no estado.
Acumulado do ano ainda mostra desempenho positivo
Apesar do recuo recente, o desempenho das exportações no acumulado de 2026 ainda apresenta resultados relevantes. Nos quatro primeiros meses do ano, o volume embarcado já supera o total registrado em todo o primeiro semestre de 2024 e também de 2025.
No recorte dos últimos 12 meses, as exportações brasileiras de arroz alcançam 1,98 milhão de toneladas, indicando que, embora o curto prazo seja desafiador, o setor mantém um histórico recente de forte presença no mercado internacional.
Mercado segue atento aos próximos movimentos
O cenário atual combina maior disponibilidade de produto com demanda fragilizada, tanto no mercado interno quanto externo. A tendência, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, é de que o mercado permaneça pressionado no curto prazo, enquanto agentes acompanham a evolução das exportações e o comportamento do consumo doméstico.
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