Operação Efeito Colateral da Polícia Civil desarticula quadrilha que furtava canetas emagrecedoras de farmácias em Várzea Grande

Polícia Civil cumpriu mandados contra investigados por furtos qualificados em farmácias de Várzea Grande. Um dos líderes atuaria de dentro da prisão.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (30) de julho de 2026 a Operação Efeito Colateral, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em furtos qualificados contra estabelecimentos comerciais, com foco principal em farmácias e drogarias em Várzea Grande. A ação integrada resultou no cumprimento de diversas ordens judiciais de prisão e busca e apreensão.

De acordo com os levantamentos conduzidos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), a quadrilha era composta por mais de dez integrantes estruturados para invadir os locais comercialmente ativos e subtrair produtos de elevado valor de mercado, com forte ênfase no furto de canetas emagrecedoras, que posteriormente eram comercializadas de forma clandestina.

Para acompanhar mais notícias sobre operações policiais, desarticulação de facções e segurança pública, acefe a editoria de notícias de Mato Grosso.

Origem das investigações e modus operandi

As apurações tiveram início após o registro de um furto qualificado ocorrido em maio de 2025 em uma farmácia situada na região central de Várzea Grande. Naquela ocasião, os criminosos arrombaram uma parede do estabelecimento, violaram o cofre e levaram um grande lote de canetas emagrecedoras. A partir da identificação de um dos suspeitos, a polícia conseguiu mapear a atuação do grupo em outros crimes similares praticados no município e em cidades vizinhas.

No total, a Operação Efeito Colateral cumpriu 12 ordens judiciais, abrangendo mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços residenciais e em unidades prisionais do estado.

Atuação de líderes de dentro de presídios

Um dos pontos cruciais revelados pela investigação aponta que um dos líderes da organização criminosa continuava comandando as ações delituosas mesmo estando custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE). Ele era responsável por ditar as funções de cada comparsa e organizar a divisão financeira dos lucros obtidos com os furtos. Por essa razão, mandados foram cumpridos no interior da PCE para apreender celulares e sufocar a comunicação ilícita.

A operação também contou com o apoio operacional da Derf de Rondonópolis, que cumpriu mandados contra um investigado preso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa (Mata Grande). Na cela desse detento — apontado como o primeiro membro identificado no furto de 2025 —, os policiais civis encontraram e apreenderam cinco aparelhos celulares e 47 porções de entorpecentes. As investigações prosseguem para apurar a responsabilidade integral de todos os envolvidos.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.